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    Guia de cirurgia na coluna para cuidadores

    Vertebral Body Tethering (VBT)

    O que saber sobre a Vertebral Body Tethering?

    A VBT é a técnica mais novo para abordar a correção da deformidade da escoliose do adolescente sem a necessidade de fusão. Baseia-se no princípio de Hueter-Volkman e utiliza o próprio crescimento da coluna vertebral do paciente para melhorar a taxa de correção inicial após a cirurgia.

    Atualmente, a VBT é indicada principalmente apenas em crianças com crescimento adequado restante (Sanders 2 a 5), ​​enquanto a artrodese da coluna vertebral pode ser realizada sempre que um mínimo de 22 cm de comprimento da coluna torácica for alcançado. Além disso, a VBT mantém a mobilidade da coluna vertebral e pode ser convertida em fusão espinhal anterior ou posterior, se necessário.

    Ultimamente, a VBT tornou-se uma das opções para tratar a Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) sem fusão da coluna vertebral. Este método tornou-se possível com uma melhor compreensão da biomecânica da coluna vertebral, desenvolvimento em técnicas minimamente invasivas (endoscópicas e mini-open) e melhor design de instrumentos e dispositivos.

    O sistema de amarração além de corrigir imediatamente até 50% da curva, também limita a progressão da deformidade escoliótica, restringindo mecanicamente o crescimento remanescente de um dos lados da coluna vertebral, enquanto o outro cresce e ajuda a corrigir o resto da curva com o tempo.

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    Técnica VBT

    A VBT é realizada usando uma abordagem toracolombar anterior toracoscópica ou mini-open, pela lateral do tórax, com anestesia geral e ventilação seletiva (somente um pulmão). A pleura parietal é aberta e os vasos segmentares são afastados ou ligados. Um ou dois parafusos sobre uma arruela ou uma pequena placa são inseridos lateralmente em cada corpo vertebral. Um cabo de tetrafalato de polietileno é usado para conectar esses parafusos. A correção imediata da deformidade é obtida comprimindo o cabo e entre os parafusos (tipicamente 45-50% de correção inicial). Um dreno de tórax é colocado e retirado em alguns dias. O sangramento é baixo (média 200ml).

    Em casos de curvas lombares, são necessários 2 parafusos/vértebra e 2 cordas, pois há maior taxa de quebra de cordas.

    Quem pode se beneficiar?

    A indicação mais bem documentada para VBT é uma única curva torácica principal com curva torácica proximal e lombar não estrutural (curva Lenke 1A ou 1B em um paciente pré-adolescente).

    Um estudo avaliou quantos pacientes com AIS seriam potencialmente candidatos adequados para VBT. 

    Aproximadamente 25% dos pacientes preencheram os parâmetros de crescimento e as características da curva (Lenke 1, 3, 5 ou 6 curvas, ou seja, não incluindo uma curva torácica superior estrutural) passível de VBT.

    Portanto, a maioria dos pacientes com escoliose ainda pode necessitar de fusão espinhal posterior (artrodese).

    O crescimento esquelético pode ser avaliado usando a radiografia da mão e a classificação de Sanders.

    Pacientes com uma curva torácica direita relativamente flexível (40 a 60 graus, curvando-se a 30 graus ou menos), abaulamento de costela inferior a 20 graus e potencial de crescimento remanescente (Sanders 3 a 4) são os candidatos ideais para o procedimento de VBT.

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    Complicações

    Complicações pulmonares (pneumotórax, derrame pleural) e relacionadas à instrumentação (quebra da corda, hipercorreção) são as mais comuns. Reoperações relacionadas à amarração podem ser necessárias. Pacientes com VBT podem vir a precisar de conversão para artrodese caso a curva progrida ou haja falha do sistema. Dor torácica pós-operatória pode ocorrer.

    Comparação entre Artrodese e VBT?

    A mobilidade pós-operatória na VBT é superior à fusão.

    A correção da curva é melhor na artrodese.

    Na média, o tempo operatório da VBT (4h) é menor do que na artrodese (6h), porém o tempo de permanência pós-operatória é igual (4 dias) nas duas.

    O “padrão-ouro” para correção cirúrgica da escoliose ainda é a artrodese. A fusão posterior além de ser definitiva, possui baixo risco de revisão (reoperação), relacionado principalmente à infecção, fenômeno “adding-on” e pseudoartrose. Mas, como a taxa de conversão de VBT para artrodese é baixo, a VBT deve ser levada em consideração em casos específicos pois preserva a flexibilidade e, se houver necessidade de ser convertida, os resultados de uma artrodese adicional provavelmente são parecidos com a artrodese primária.

    Carecemos de mais estudos para resultados de dupla curva e curvas lombares, assim como melhor “timing” para a cirurgia, nível de tensionamento da corda, e ensaios clínicos randomizados comparando as técnicas VBT e artrodese.

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    Existem riscos envolvidos?

    Tenha em mente que toda cirurgia apresenta riscos e complicações que são importantes para discutir com seu médico especialista em coluna antes de sua cirurgia.

    Ouvir a orientação do seu médico, antes e depois da cirurgia, ajudará a garantir o melhor resultado possível do seu procedimento.

    Riscos potenciais após a cirurgia XLIF incluem: problemas com anestesia, infecção, danos nos nervos, problemas com o enxerto ou hardware e dor contínua.

    Isto não pretende ser uma lista completa das possíveis complicações. Por favor, entre em contato com seu cirurgião para discutir todos os riscos potenciais.

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