• Disponibilidade para atendimento de pacientes estrangeiros.
    01Logo-henrique-noronha01Logo-henrique-noronha01Logo-henrique-noronha01Logo-henrique-noronha
    • Quem sou
    • Tratamentos
        • ACFD – Discectomia cervical anterior com fusão/artrodese
        • ALIF – Fusão Intervertebral Lombar Anterior
        • Artroplastia Cervical
        • Artroplastia Lombar
        • Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna (MISS)
        • Descompressão da Coluna: Dando fim as dores nas costas
        • Guia de cirurgia na coluna para cuidadores
        • Infiltrações e Bloqueios de Dor
        • TLIF – Fusão Intervertebral Lombar Transforaminal
        • Vertebral Body Tethering (VBT)
        • XLIF – Fusão Intervertebral Extremo Lateral
    • Doenças
        • Alinhamento da Coluna
        • Atrofia Muscular Espinhal
        • Autismo
        • Cervicobraquialgia
        • Cifose de Scheuermmann
        • Doenças do Crescimento ou Displasias
        • Escoliose Degenerativa Adulta
        • Escoliose Idiopática
        • Escoliose Neuromuscular
        • Espondilolistese
        • Hérnia de Disco
        • Lombociatalgia
        • Síndrome de Ehlers-Danlos
        • Síndrome do Flatback
        • Síndrome de Marfan
        • Síndrome de Prader-Willi
        • Cifose
        • Dor no ciático
        • Escoliose
        • Escoliose Paralítica
        • Intervenção da dor
        • Osteoporose na coluna
    • Saiba mais
      • Blog
      • E-book
    • Onde atendo
    Agendar consulta
    ✕
    Saiba tudo sobre paraplegia
    Saiba tudo sobre vertebroplastia

    Tudo sobre trauma raquimedular

    O trauma raquimedular (TRM), ou traumatismo da medula, trata-se de uma lesão grave nas estruturas neurológicas encontradas no interior da coluna vertebral (medula espinhal, cone medular ou cauda equina), podendo causar problemas sérios e até irreversíveis, como perda de sensibilidade, motricidade do tronco e membros.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que a incidência global do trauma raquimedular seja de 40 a 80 novos casos anuais por milhão de habitantes. Além disso, a lesão medular ocorre em cerca de 15 a 20% das fraturas vertebrais, e aproximadamente 48% dos pacientes irão falecer no local do acidente ou logo após a admissão hospitalar.

    Em relação aos níveis medulares mais acometidos, o principal é o cervical, ocorrendo em cerca de 50% dos casos devido a sua maior exposição e mobilidade, geralmente relacionado a mergulhos em superfícies rasas. O trauma raquimedular na região cervical pode culminar em morte pela apneia provocada pela lesão dos nervos frênicos.

    A medula espinhal tem um papel fundamental no nosso corpo, uma vez que ele é responsável pelo envio de mensagens entre o cérebro e o resto do corpo, portanto, um traumatismo na medula espinal pode ter um impacto significativo na vida de uma pessoa.

    Neste artigo você conhecerá mais detalhes sobre trauma raquimedular, quais os tipos, causas, sintomas, tratamentos e muito mais.

    O que é e como ocorre o trauma raquimedular

    Como mencionamos acima, traumas raquimedulares ocorrem a partir de traumatismo na medula espinhal, como em acidentes de carro ou quedas, por exemplo. Há muitas formas de ocorrer traumatismo da medula espinhal, como lesões esportivas ou até mesmo agressões.

    Quando ela ocorre, é importante que um especialista acompanhe imediatamente a situação, pois dependendo da gravidade do trauma, o paciente pode vir a perder sua função motora e sensorial abaixo do local lesionado, havendo perda de movimento total ou parcial.

    No entanto, há métodos que podem ajudar a evitar que a lesão piore, e que podem auxiliar o paciente a se adaptar ao novo estilo de vida.

    Trauma raquimedular primário e secundário

    A TRM primária trata-se do insulto inicial, onde a fratura ocorreu. A TRM secundária envolve as lesões secundárias medulares, como o edema medular, a ocorrência de disautonomia, espasticidade, entre outros.

    Trauma raquimedular: Principais causas

    As lesões traumáticas da coluna cervical podem ocorrer em uma série de diferentes mecanismos de trauma, desde pequenas quedas de própria altura até grandes acidentes de trânsito, com trauma de alta energia. 

    Podemos observar os acidentes automobilísticos despontando como a principal causa de Traumatismo Raquimedular, acumulando cerca de 30% dos casos. Nesse âmbito, devemos sinalizar a importância da ejeção, muitas vezes pela não utilização do cinto de segurança, como um mecanismo de trauma frequente.

    Em seguida, pode-se observar o acidente por mergulho em água rasa cursando com 21% dos casos de TRM. Verifica-se a queda da própria altura como mecanismo de 20% dos casos, comum principalmente na faixa etária senil. Além disso, os ferimentos por arma de fogo também possuem uma grande responsabilidade no Traumatismo Raquimedular, gerando cerca de 12% dos casos. Por fim, os acidentes esportivos ocorrem em cerca de 2% dos casos.

    Trauma raquimedular: Principais sintomas

    O sintoma mais comum do traumatismo medular é a perda de sensibilidade ou movimento abaixo do local da lesão.

    Outros sinais característicos desta condição podem incluir:

    • Perda de controlo do intestino ou da bexiga;
    • Disfunção sexual;
    • Dor ou uma sensação intensa de picada abaixo do nível da lesão (chamada dor neuropática);
    • Espasmos musculares;
    • Dificuldade em respirar, tossir ou limpar secreções dos pulmões;
    • Alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco.

    É importante ressaltar que estes sintomas dependerão da localização e gravidade da lesão, por isso é tão importante que um profissional faça o acompanhamento do paciente de perto.

    Fatores que contribuem para o traumatismo da medula espinhal

    É importante saber que existem muitos fatores que podem contribuir para o traumatismo da medula espinhal. Algumas das mais comuns incluem:

    • Idade: à medida que envelhecemos, a medula espinal torna-se mais frágil e menos capaz de resistir a traumas;
    • Nível de atividade: as pessoas que participam em atividades de alto risco, como esportes de contato ou esportes radicais, são mais propensas a experimentar a traumas na medula;
    • Condições médicas: certas condições médicas, como osteoporose ou cancro, podem tornar a medula espinhal mais vulnerável a lesões;
    • Consumo de álcool: o abuso de álcool é um fator de risco importante para traumatismos da medula espinhal.

    Trauma raquimedular: Primeiros socorros

    Cerca de 40% dos pacientes com traumatismo raquimedular não apresentam comprometimento neurológico imediatamente após o acidente. Por isso a importância do diagnóstico precoce e da correta manipulação do paciente politraumatizado para que um paciente com lesão osteoarticular da coluna vertebral , sem lesão neurológica, não sofra esta grave lesão em função de manuseio incorreto. 

    Por este motivo, todo politraumatizado com trauma crânio-encefálico ou comprometimento do nível de consciência deve ser considerado como potencial portador de fratura de coluna cervical.

    O paciente sob suspeita de lesão da coluna deve ser imobilizado com colar e manipulado em bloco com auxílio de prancha rígida desde o momento do resgate.

    No atendimento inicial, cuidados especiais devem ser tomados quando for necessária intubação oro-traqueal, que idealmente deve ser realizada com auxílio de endoscopia e com a menor movimentação da coluna cervical.

    Após os primeiros cuidados e estando o paciente adequadamente ventilado e hemodinamicamente estável, serão realizados os exames radiográficos da região supostamente comprometida.

    Trauma raquimedular: Tipos de lesões neurológicas

    • Lesão de raízes: espera-se que ocorra recuperação pelo menos parcial.
    • Lesão medular incompleta: Pode ou não haver recuperação dos déficits. Quanto maior e mais rápida a recuperação, melhor o prognóstico.
    • Lesão de Brown Sequard: Hemissecção medular; paralisia homolateral e hipoestesia térmica e dolorosa contralateral. Tem bom prognóstico, com mais de 90% de recuperação do controle vesical e intestinal e capacidade para deambular.
    • Síndrome centromedular: Associa-se a lesões em hiperextensão em indivíduos de meia idade com osteoartrite. Agudamente ocorre quadriplegia flácida; 50 a 60 % readquirem a motricidade e sensibilidade nas extremidades inferiores e tronco, conseguem controlar a bexiga e andar com espasticidade, permanecendo, porém, uma paralisia significante das mãos.
    • Síndrome anterior da medula: Apenas permanece a propriocepção. O prognóstico é bom se houver recuperação progressiva nas primeiras 24 horas, porém usualmente o prognóstico é ruim com apenas 10% de recuperação.
    • Síndrome posterior da medula: Perde a sensibilidade à pressão, dor profunda e propriocepção. É muito raro.
    • Lesões completas: Déficit neurológico é evidente, não existe função motora ou sensorial. A presença de reflexo bulbocavernoso indica que S3 e S4 são anatomicamente funcionais e não existe choque medular. Se o reflexo bulbocavernoso está ausente, a lesão não pode ser classificada até o final do choque medular.

    Trauma raquimedular: Diagnóstico

    O diagnóstico de lesão medular baseia-se num exame clínico e no histórico médico do paciente.

    Os testes de imagem, como raios X, tomografia computorizada (TC), ou ressonância magnética (RM), também podem ser encomendados para avaliar a extensão da lesão.

    Em alguns casos, uma biópsia da medula espinhal também pode ser necessária para confirmar o diagnóstico.

    Trauma raquimedular: Tratamento

    O tratamento da lesão medular irá depender da gravidade da lesão e dos sintomas presentes.

    O tratamento das fraturas da coluna vertebral no paciente politraumatizado tende a ser mais imediato e mais intervencionista, fazendo com que lesões que isoladamente seriam tratadas de modo conservador sejam tratadas cirurgicamente, visando melhorar as condições de manipulação do paciente e início mais precoce de sua reabilitação.

    Nas últimas duas décadas, várias pesquisas vêm sendo realizadas na tentativa de obter-se um tratamento mais efetivo para a lesão medular espinal. Todas essas pesquisas envolvem basicamente quatro formas de abordagem do paciente com lesão medular aguda: a cirúrgica, a farmacológica, a biológica e a por meios físicos.

    • O tratamento cirúrgico tem se beneficiado muito das inovações tecnológicas que propõem cada vez mais técnicas mais rápidas, seguras e com maior poder de estabilização da lesão óssea.
    • O tratamento farmacológico restringe-se a corticoterapia a fim de evitar lesões secundárias, porém novas drogas estão sendo testadas e poderão ser introduzidas num futuro próximo, como o gangliosídeo.
    • O tratamento biológico consiste na maior esperança para o lesado medular, a expectativa de que o uso de células tronco possa proporcionar uma restauração da via neurológica acometida no trauma, vem estimulando diversas pesquisas nesta direção, entretanto ainda estamos em fase inicial desta metodologia.

    O tratamento conservador pode incluir:

    • Descanso;
    • Medicação para as dores;
    • Medicação anti-inflamatória;
    • Fisioterapia;
    • Terapia ocupacional;
    • Apoio psicológico.

    A maioria dos pacientes com lesões na medula espinhal requerem alguma forma de reabilitação para os ajudar a recuperar o máximo de funções possível. Fisioterapia, terapia ocupacional e apoio psicológico são componentes importantes no processo de reabilitação.

    Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

    E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

    Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

    Hospitais que atuo

    Slide Slide Slide Slide Slide Slide Slide Slide Slide

    Para URGÊNCIAS clique aqui

    (11) 91457-1768 |3079-0168

    Postagens relacionadas

    Entorse de tornozelo
    27/07/2026

    Entorse de tornozelo: Tratamento e tempo de recuperação


    Saiba mais
    Lesões na academia
    01/07/2026

    Entenda como prevenir lesões na academia


    Saiba mais
    Fratura por estresse
    03/06/2026

    Fratura por estresse: Como identificar?


    Saiba mais

    CRM 124965 | RQE 46824

    Médico ortopedista e especialista em Cirurgia de Coluna e Intervenção de Dor, usando técnicas minimamente invasivas.

    Menu

    Doenças da Coluna
    Tratamentos
    Quem sou
    Onde atendo

    Doenças

    Alinhamento da Coluna
    Escoliose Idiopática
    Cervicobraquialgia
    Cifose
    Hérnia de Disco

    © 2023 Dr. Henrique Noronha - Todos os direitos reservados.
      Agendar consulta
        1
        Entre em contato