Você provavelmente conhece a Discopatia Degenerativa pelo seu nome mais popular: “Hérnia de Disco”, certo? Neste caso, a camada externa do disco (anel fibroso)  se abriu, fazendo com que o líquido interno (núcleo pulposo)  se extravase e force os nervos ao redor na coluna. Mas nem toda doença no disco é uma hérnia discal, entendeu?

Por ser um problema mais comum e recorrente em pessoas com  idade mais avançada, as dores e sintomas mais comuns causados por uma hérnia de disco são problemas, em sua maioria, para os adultos.

A coluna vertebral é composta de muitas estruturas anatômicas diferentes, incluindo músculos, ossos, ligamentos e articulações. Cada uma dessas estruturas tem terminações nervosas que podem detectar problemas dolorosos quando estes ocorrerem.

Ficou curioso para saber mais sobre Hérnia de Disco? Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O que é Hérnia de Disco?

As hérnias de disco são alterações anatômicas e mecânicas que ocorrem nos discos intervertebrais decorrentes de seu envelhecimento. 

Essa lesão ocorre com mais frequência na região lombar, quando o desgaste provoca o rompimento do disco intervertebral e o líquido que ele possui em seu interior, composto por colágeno e água, vaza para o exterior da coluna. 

O seu desgaste é causado por vários fatores, ambientais e genéticos, podendo levar ao seu abaulamento ou rompimento, saindo do seu local normal. Normalmente, as vértebras mais acometidas são as vértebras localizadas na região lombar, a  L4-L5 e L5-S1.

Anatomia: Disco

A nossa coluna vertebral é composta por 33 vértebras, sendo:

Em cada vértebra encontram-se os discos intervertebrais, os quais possuem a função de amortecer impactos na coluna provocados pelos movimentos que realizamos. Sem eles, nossa coluna seria destruída. Eles funcionam como “uma almofada para as vértebras”.

O disco é constituído de um centro elástico (núcleo pulposo) envolto por uma capa fibrosa (ânulo fibroso), com o passar do tempo, este núcleo elástico vai se deteriorando, perdendo sua capacidade mecânica de sustentação de peso e absorção de impacto, rompendo as fibras do ânulo fibroso, formando as protrusões.

O disco pode então progredir de forma irregular, podendo se expandir para regiões onde passam os nervos, comprimindo-os. Podendo até chegar a romper totalmente o ânulo, com extrusão do núcleo pulposo, e ainda chegar a romper o ligamento que o separa do canal neural, situação chamada de hérnia sequestrada.

As hérnias de disco acometem as zonas de maior carga e flexibilidade na coluna, ou seja, cervical e lombar.

Quando ocorrem na região cervical, podem comprimir as raízes nervosas que inervam os membros superiores, causando dores irradiadas nos ombros, braços e mãos, quadro chamado de cervicobraquialgia.

As hérnias na região lombar podem comprimir os nervos responsáveis pela inervação dos membros inferiores, cursando com dores nos glúteos, coxas, pernas e pés, quadro chamado de lombociatalgia.

Hérnia

Quais são as causas da Hérnia de Disco?

Para cada movimento no corpo existe uma forma natural e correta de se fazer, como agachar, pegar um objeto ou pular. 

A Hérnia de Disco pode ser causada devido a realização incorreta desses movimentos, mesmo presentes no cotidiano, quando executados de maneira incorreta geram uma sobrecarga entre as vértebras.

Além disso, existem outros fatores que podem estar associados à Hérnia de Disco, como a herança genética, o sobrepeso, o sedentarismo, o estresse e o processo natural do envelhecimento.

As gestantes também estão mais propensas a ter Hérnia de Disco devido ao ganho de peso e mudança do centro de gravidade para frente, ocasionando uma hiperlordose. 

É importante ressaltar que no decorrer do processo de envelhecimento, é natural o desgaste do disco intervertebral por conta da pouca hidratação e a tendência em perder massa magra. Por isso, é de suma importância que os idosos se mantenham ativos e hidratados.

Hernia de Disco

Tipos de Hérnia de Disco

A Hérnia de Disco pode ser classificada em três tipos, e sua classificação depende da quantidade de cartilagem que é deslocada do seu centro de origem.

Podemos identificar três tipos de Hérnia de Disco, sendo: protusa, extrusa e sequestradas.

Hérnia de Disco

Diagnóstico da Hérnia de Disco

O diagnóstico da Hérnia de Disco pode ser feito através da observação dos sintomas e do exame físico, mas também pode ser confirmado por exames, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que servem para avaliar o disco, sua espessura, a localização exata da hérnia e que tipo de hérnia a pessoa tem. 

O exame de raio X não mostra claramente a hérnia, mas pode ser suficiente para mostrar o alinhamento da coluna e a integridade ou destruição das vértebras, e por isso, por vezes o médico solicita inicialmente o raio X e com o resultado deste, solicita a ressonância ou tomografia para avaliar a gravidade.

Ao confirmar que existe uma ou mais hérnias de disco, o médico pode indicar o tratamento que pode ser feito com Fisioterapia, Pilates, RPG, Osteopatia, ou cirurgia. Normalmente a cirurgia é a última opção de tratamento, ficando reservada para os casos onde a pessoa não apresenta melhora dos sintomas com as outras formas de tratamento, por um período superior a 6 meses.

Lesão no disco

Opções de tratamento da Hérnia de Disco

Casos cuja Hérnia de Disco se apresenta como mielopatia cervical ou síndrome da cauda equina, se impera o tratamento cirúrgico. A cirurgia consiste na descompressão do canal medular e retirada da hérnia.

A maioria das hérnias tem curso benigno e melhoram com o tratamento clínico, que se baseia em controle da inflamação, técnicas de reabilitação física e modificações comportamentais.

Dentro de consultórios, e com a ajuda de médicos especializados, diversos procedimentos podem ser realizados para aliviar os sintomas e tratar da lesão, sendo alguns deles:

Controle da dor

Em casos agudos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos e repouso por alguns dias são úteis. Em casos de dor crônica, podem ser usados anti-depressivos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor, visando ampliar o controle da dor.

Os bloqueios analgésicos (infiltração) são métodos minimamente invasivos para o controle de dor, com resposta rápida e duradoura, e podem ser utilizados com segurança em dor aguda e crônica.

Reabilitação Física

Consiste em atividade física terapêutica direcionada para o controle postural e condicionamento muscular específico da coluna. Inclui exercícios de fisioterapia, RPG (reeducação postural global), fortalecimento muscular específico, alongamentos orientados e exercícios em piscina.

Modificação Comportamental

Corrigir hábitos nocivos a coluna, orientar técnicas em ergonomia, diagnosticar e tratar comorbidades associadas (obesidade, tabagismo, depressão, por exemplo), indicar atividade física específica, solicitar acompanhamento multidisciplinar em casos crônicos e refratários.

Em casos específicos, onde há baixa resposta ao tratamento clínico, déficit motor persistente/progressivo, ou instabilidades (movimentos anormais entre as vértebras), pode-se indicar tratamento cirúrgico cuja técnica deve ser individualmente estudada.

Não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto, em alguns casos a intervenção cirúrgica pode ser recomendada por um especialista, com a finalidade de facilitar a locomoção. 

Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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