

Tumores benignos na coluna não são cancerosos, isto é, normalmente não invadem tecidos e não se espalham para outras partes do corpo. Saiba que tumores benignos da coluna constituem cerca de 1% de todos os tumores primários do esqueleto, são considerados raros, porém mais frequentes do que os tumores malignos primários, principalmente nos pacientes jovens.
Os tumores na coluna – benigno ou maligno – se formam quando células anormais do corpo se proliferam de maneira desorganizada. Nesse processo, elas formam um agrupamento de células (tumores) dentro de um determinado órgão ou estrutura anatômica (nervos, medula e vértebras), sendo também chamado de neoplasia.
Muitos dos tumores benignos na coluna são assintomáticos. Sua descoberta, inclusive, pode ser incidental, isto é, identificados por acaso ao realizar exames de imagem por outros motivos.
Para saber mais sobre os tumores benignos na coluna, quais os sintomas, tratamentos, diagnósticos e outras dúvidas, continue a leitura.
Os tumores benignos são aqueles causados por uma proliferação anormal de células em determinada estrutura anatômica ou órgão (vértebras, nervos ou medula). Mesmo sendo um crescimento mais lento, o seu comportamento biológico é de tendência à recorrência e, portanto, podem comprometer a estrutura da coluna.
Já os tumores malignos, sejam primários ou metastáticos, criam uma massa de crescimento acelerado que se infiltra e destrói rapidamente a estrutura óssea da coluna e eventualmente as demais estruturas anatômicas ao seu redor (como nervos, dura-máter, medula espinhal, etc.) e órgãos vizinhos. Os tumores malignos têm comportamento biológico agressivo e requerem diagnóstico e tratamento imediatos.
Listamos abaixo alguns exemplos de ocorrência nos dois grupos:
| Tumores Benignos | Tumores Malignos |
| osteomas osteóides | metástases |
| osteoblastomas | mieloma múltiplo |
| cistos ósseos aneurismáticos (ABC) | osteossarcoma |
| tumores de células gigantes | cordoma |
| granuloma eosinofílico (EG) | condrossarcoma |
| osteocondromas | sarcoma de ewing |
Conheça um pouco sobre os tipos de tumores benignos a seguir:
São tumores formadores de osso, com tamanho pequeno, com limitado potencial de crescimento.
Pacientes podem apresentar dor na coluna, principalmente noturna (dor que tipicamente acorda o paciente à noite). Os sintomas, inicialmente, são leves e intermitentes, mas podem se tornar mais severos e constantes com o passar do tempo.
O tratamento inicial, geralmente, é medicamentoso, mas na sua falha podem ser utilizadas técnicas minimamente invasivas, como ablação percutânea por radiofrequência e fotocoagulação a laser. Casos mais avançados podem necessitar de cirurgia de ressecção tumoral.

Imagem de tomografia mostrando osteoma osteóide (seta amarela).
Trata-se de entidade semelhante ao osteoma osteóide, porém de maior tamanho, sendo clinicamente mais agressiva.
Os pacientes mais acometidos são homens, na faixa de 20 a 25 anos. Entretanto, a doença pode ocorrer em outras faixas etárias e no sexo feminino. As lesões geralmente são maiores que 2 cm e podem provocar dor na coluna ou sintomas neurológicos devido a compressão nervosa.
O tratamento do osteoblastoma geralmente é feito por meio de ressecção (retirada cirúrgica) do tumor.

São cavidades ósseas preenchidas por sangue, com aspecto lítico (destrutivo) aos exames de imagem. Esse tipo de lesão ocorre mais frequentemente na segunda década de vida, com leve predominância feminina.
O sintoma principal é dor progressiva (que piora ao longo do tempo) na região afetada. O tratamento principal também é ressecção local. Entretanto, outras técnicas podem ser associadas, como embolização pré-operatória ou curetagem.

Imagem de ressonância magnética mostrando cisto ósseo aneurismático da coluna.
Tipo de tumor benigno que ocorrem mais comumente na região cervical, devido à proliferação osteocartilaginosa de placa de crescimento, sendo sintomas mais comuns dor e inchaço na região acometida.
O tratamento cirúrgico (ressecção) é indicado apenas nos casos que causam sintomas ou déficit neurológico.

Entre os tumores benignos da coluna, o mais comum é o hemangioma, podendo estar presente em até 15% da população. Geralmente é um achado casual, sendo observado com muita frequência durante a investigação por ressonância magnética de problemas de dores lombares.
São lesões ósseas vasculares intra ósseas que podem ter extensão extra óssea, sendo a maior parte assintomática. Dessa forma, o diagnóstico de hemangioma na coluna frequentemente ocorre por acaso, por meio de exames de imagem feitos por outros motivos (por exemplo, dor nas costas).
Apenas 1% dos pacientes possuem sintomas, que podem ser dor ou déficit neurológico. Os raros casos sintomáticos merecem tratamento, que pode consistir em injeção de cimento ósseo vertebral (vertobroplastia ou cifoplastia para tratamento de fraturas), estabilização cirúrgica, injeção intralesional de álcool ou radioterapia.
Ainda há muita controvérsia sobre a sua causa. As principais teorias são sobre componentes genéticos, alterações hormonais, traumas locais e alterações embrionárias alterando a formação dos vasos sanguíneos.
Na maioria dos casos, o hemangioma não necessita de tratamento, desaparecendo sozinho e sem apresentar ameaças para a saúde do paciente. Entretanto, há situações em que pode crescer muito ou apresentar risco de sangramento, o que pode ser perigoso, por isso, o hepatologista poderá indicar uma cirurgia.

Distribuição de dose de radiação em paciente com hemangioma. Nota-se em azul doses mais baixas e em vermelho doses mais altas.

Tomografia computadorizada mostrando hemangioma vertebral (seta amarela).
São lesões ósseas com expansão agressiva, que podem promover sintomas de dor e compressão neurológica (perda de sensibilidade ou movimentos).
A maioria dos pacientes possui entre 20 e 50 anos. O principal tratamento é cirúrgico, com a ressecção completa da lesão (com margens amplas e livres de tumor). Caso a ressecção seja incompleta, muitas vezes se faz necessário terapia complementar (adjuvante) como embolização, radioterapia e crioterapia.

São lesões ósseas provenientes da Histiocitose de Células de Langerhans, acometendo geralmente crianças menores de 10 anos de idade.
São sintomas comuns: dorsalgia persistente, deformidades (cifose, escoliose ou torcicolo), sendo raros sintomas neurológicos. A maior parte dos casos melhora espontaneamente.
Dessa forma, a maioria dos pacientes é tratada com repouso, analgésicos e anti-inflamatórios. Em alguns casos pode ser necessária cirurgia ou baixas doses de radioterapia. Casos com doença sistêmica ou multifocal podem se beneficiar de quimioterapia.

Vértebra plana, característica de granuloma eosinofílico da coluna.
A maioria dos tumores malignos que envolvem a coluna vertebral são metástases de câncer de algum órgão visceral, já que a coluna é bem vascularizada e tem estreita relação com os sistemas regionais de drenagem linfática e venosa, sendo, portanto, mais suscetível a metástases.
Os tumores da coluna vertebral podem ser descritos e identificados de várias maneiras diferentes.
Uma maneira de descrever um tumor na coluna vertebral é como primário ou metastático:
Outra maneira de descrever um tumor é como benigno ou maligno:
Os tumores da coluna vertebral podem causar uma variedade de sintomas, dependendo do tipo, localização e taxa de crescimento.
Em geral, os padrões mais comuns de sintomas são:
Em pacientes já diagnosticados com câncer de outra área do corpo, um novo aparecimento de dor na coluna pode indicar uma fratura na coluna causada por tumor metastático que enfraqueceu uma vértebra.
Os tumores que surgem dentro da dura são geralmente benignos e de crescimento lento. Os pacientes com esses tumores podem sentir dor por anos antes que ocorram problemas neurológicos, e em sua maioria, são diagnosticados por outros motivos.
Os exames habitualmente solicitados são laboratoriais, de imagem (radiografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada e angiografias seletivas) e de medicina nuclear. Os exames neurofisiológicos podem ser necessários para quantificar ou confirmar lesões de estruturas nervosas associadas ao tumor.
O diagnóstico nos dias atuais está cada vez mais comum devido ao maior acesso aos exames de imagem como a radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, facilitando o diagnóstico precoce, fundamental para um desfecho favorável.
A cintilografia óssea e a biópsia da lesão também podem ser indicadas para ajudar o Oncologista a avaliar o estadiamento da doença, o estágio evolutivo do tumor, e as indicações de tratamento, que deve envolver sempre equipe multidisciplinar com cirurgião de coluna, oncologista, fisioterapia, enfermagem e psicologia.
O tratamento e o prognóstico para um tumor na coluna variam de acordo com o fato de ser primário ou metastático, benigno ou maligno e outros fatores.
As opções de tratamento incluem cirurgia, radiação, quimioterapia ou uma combinação dos três métodos, dependendo das circunstâncias únicas associadas a cada tumor.
O diagnóstico nem sempre é feito só pela radiografia simples, necessitando, na maioria das vezes, de exames complementares, como a cintilografia óssea, planigrafia, tomografia axial computadorizada e arteriografia.
Além disso, o controle da dor e a preservação da função neurológica são os principais focos do tratamento de tumores da coluna vertebral. Para esse fim, estão disponíveis várias abordagens terapêuticas, que variam de cirurgia a correção da deformidade da coluna vertebral ou compressão neural e técnicas de intervenção nas quais um tipo especial de cimento é injetado no osso para ajudar a fortalecer a coluna.
É importante ressaltar que ao planejar o tratamento cirúrgico, é indispensável ter a localização exata da lesão, uma hipótese diagnóstica e saber das limitações e complicações que cada técnica cirúrgica apresenta, para não ser feito nada de modo a comprometer ainda mais o segmento já afetado.
Alguns avanços na radioterapia têm trazido melhora no tratamento e esperança para os pacientes portadores destes tumores. Estes avanços tornaram possível a radiocirurgia. Nesta técnica, que pode ser usada em vários tipos de tumores da medula e das vértebras, consegue-se concentrar a radiação com muita precisão na região da doença, evitando lesão dos nobres tecidos ao seu redor, apresentando resultados clínicos animadores, sem necessidade de cirurgias convencionais.
O seu médico cirurgião de coluna pode indicar qual a melhor abordagem para o seu caso.
O tabagismo, dieta pouco saudável, história familiar de alguns tipos de câncer, como mama, pulmão, próstata e ovário, são fatores de risco comuns para tumores da coluna vertebral.
E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
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👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!