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    Tetraplegia: O que é, quais as causas, sintomas, tratamentos e muito mais!

    Tetraplegia, também conhecida como quadriplegia, é quando uma paralisia afeta os movimentos de todas as quatro extremidades que se unem à musculatura do tronco, sendo elas braços, tronco e pernas.

    Geralmente, a tetraplegia é provocada por lesões que atingem a medula espinhal a nível da coluna cervical, devido à situações como traumatismos em acidentes, hemorragia cerebral, sérias deformidades na coluna ou doenças neurológicas.

    A perda dos movimentos pode ter intensidades diferentes, que variam desde uma fraqueza até a perda total da capacidade de movimentar o membro. A depender do nível da lesão, a capacidade respiratória também pode também ser comprometida, podendo ser indicado o uso de aparelhos para auxiliar a respiração, e também pode causar demência leve.

    Para saber mais detalhes sobre tetraplegia, quais as suas causas, sintomas, tratamentos, níveis e quais as principais medidas de prevenção, continue a leitura.

    O que é tetraplegia?

    Como mencionamos anteriormente, a tetraplegia acontece quando lesões atingem a medula espinhal a nível cervical, causando perda dos movimentos do tronco, pernas e braços.

    Estas lesões podem ser decorrentes de trauma por acidentes, deformidades na coluna, doenças neurológicas ou hemorragia cerebral. 

    Qual é a diferença entre paraplegia e tetraplegia?

    A tetraplegia é diferente de paraplegia, pois na paraplegia há lesão medular abaixo da região torácica, afetando apenas o tronco e os membros inferiores, preservando a força nos braços. 

    Quando a pessoa fica tetraplégica?

    Classifica-se de tetraplegia completa quando há comprometimento total dos quatro membros e/ou da respiração com secção total da medula, isto é, a comunicação entre o cérebro e as outras partes do corpo fica interrompida abaixo do nível da lesão.

    Quais as complicações decorrentes da tetraplegia?

    A tetraplegia pode estar acompanhada de outras complicações, como listamos a seguir:

    • Alterações na sensibilidade da região comprometida;
    • Alterações no tônus dos músculos dos membros afetados, podendo haver flacidez (tetraplegia flácida) ou espasticidade (tetraplegia espástica);
    • Alterações no funcionamento da bexiga e do intestino;
    • Dor neuropática, que é um tipo de dor provocada por lesões neurológicas.
    • Disfunção sexual;
    • Osteoporose;
    • Úlceras por pressão;
    • Outras alterações neurológicas, como surgimento de suor inexplicado ou alterações na circulação sanguínea;

    Como tratar as complicações decorrentes da tetraplegia?

    Para tratar as alterações, que podem ser recuperadas em alguns casos e se readaptar às atividades diárias, a pessoa com tetraplegia deverá ser acompanhada não só pelo neurologista, mas também por uma equipe composta por fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. 

    Além disso, também é indicado o acompanhamento psicológico, pois a perda das capacidades físicas também pode deixar a pessoa mais vulnerável ao surgimento de alterações na autoestima e depressão.

    Quais são as causas da tetraplegia?

    A tetraplegia costuma surgir por alguma lesão na medula espinhal a nível da região cervical, prejudicando a comunicação do sistema nervoso com os braços e pernas. As principais causas incluem:

    • Lesões na coluna, devido a acidentes automobilísticos, ferimentos por armas de fogo, quedas e mergulhos. Saiba as principais causas de lesões / fraturas na coluna e como identificar;
    • AVC na medula ou regiões específicas do cérebro;
    • Tumores que afetam a medula;
    • Estenose do canal medular;
    • Deformidades graves na coluna;
    • Fraturas nas vértebras, devido ao enfraquecimento provocado por osteoporose, osteomielite, tuberculose óssea ou câncer;
    • Hérnia de disco;
    • Infecções da medula, como mielite transversa o paraparesia espástica tropical;
    • Doenças neurológicas, como esclerose múltipla ou esclerose lateral amiotrófica, por exemplo.

    Para detectar a tetraplegia, o neurologista deverá fazer o exame neurológico detalhado, em que irá avaliar a força muscular, a sensibilidade da região e os reflexos, sendo capaz de observar a gravidade, solicitar exames e determinar os melhores tratamentos.

    > Saiba mais sobre Emergência médica em coluna: saiba quando procurar um médico – Dr Henrique Noronha 

    Como é feito o tratamento da tetraplegia?

    Uma pessoa com tetraplegia pode se curar ou recuperar parcialmente os movimentos, no entanto, isto depende da causa e da gravidade da lesão. É comum dizer que tetraplégico é aquele que não tem movimento do pescoço para baixo, mas existem sim pessoas com tetraplegia que movem os braços, que perderam a funcionalidade apenas do peito para baixo e pessoas que mantêm a capacidade de mover as pernas e os braços. Novamente, depende da lesão. 

    Sendo assim, o tratamento inicial é orientado conforme a causa. As lesões na coluna devem ser tratadas por um neurocirurgião ou por um médico ortopedista experientes nesta situação, com imobilização, tração da região e cirurgia. Já as doenças neurológicas, como AVC e ELA, são tratadas com orientação do neurologista, com medicamentos específicos para cada doença.

    Estando a tetraplegia instalada, o tratamento é voltado para a reabilitação do paciente, com realização de fisioterapia, terapia ocupacional, atividades físicas e acompanhamento psicológico. O uso de órteses para corrigir a postura ou estabilizar áreas do corpo também pode ser indicado.

    Além disso, a pessoa com tetraplegia precisará adaptar as suas atividades diárias para que consiga manter a sua independência o máximo possível, o que inclui uso de cadeiras de rodas especiais que se podem comandar com o queixo (controle mentoniano), aparelhos verticais eletro-hidráulicos para assegurar a posição ereta, respiração assistida, dispositivos de apoio, facilitadores para a alimentação ou softwares para controlar o uso do computador, por exemplo.

    Como evitar e se prevenir de paralisias

    As paralisias podem ser evitadas de diferentes maneiras. 

    Sendo assim, para evitar as lesões da medula espinhal, é importante:

    • Apertar o cinto de segurança no carro e usar o capacete na moto;
    • Usar um equipamento protector quando se praticam desportos violentos;
    • Não cometer imprudências em mergulhos, verificar a profundidade da água.

    Para evitar a transmissão hereditária, em caso de precedentes familiares, tais como distrofia muscular ou Coréia de Huntington, deve-se consultar um geneticista antes da gravidez ou detectar a presença de doenças genéticas durante esta última.

    Para evitar predisposições, é importante:

    • Levar uma vida saudável para prevenir acidentes vasculares cerebrais e tumores;
    • Efetuar uma alimentação equilibrada, pobre de gorduras e colesterol;
    • Beber bebidas alcoólicas com moderação;
    • Evitar a sobrecarga ponderal;
    • Manter-se em exercício físico;
    • Não fumar;
    • Controlar regularmente a pressão arterial e seguir os conselhos do médico em caso de hipertensão.

    Qual é a vértebra que a pessoa fica tetraplégica?

    Lesões na coluna cervical um pouco acima da sexta vértebra deixam o indivíduo tetraplégico, e acima de C4 interrompem o controle da respiração, parando a respiração instantaneamente.

    Tem como um tetraplégico voltar a andar?

    Como todos sabem, a evolução da ciência vem revolucionando a qualidade de vida das pessoas. Um implante na coluna que emite estimulações nervosas possibilitou que três homens paraplégicos, que haviam sofrido as lesões após acidentes automotores, recuperarem as funções motoras. 

    Eles voltaram a andar depois que o dispositivo implantado conseguiu estimular nervos abaixo da lesão na medula espinhal e possibilitou aos pacientes ficar de pé, nadar e andar de bicicleta.

    Os resultados positivos foram observados ainda na primeira hora depois do implante dos protótipos, em que os pacientes conseguiram dar os primeiros passos. Em seis meses, eles recuperaram capacidades mais avançadas, de acordo com o estudo publicado na Revista Nature.

    O dispositivo é macio, flexível e do tamanho de um marca-passo e adaptável a cada paciente. O implante é feito no topo dos nervos da medula espinhal, embaixo das vértebras e os próprios pacientes conseguem comandar as ações por meio de um tablet ou smartphone, conectado ao aparelho implantado. Com um simples toque, é possível selecionar o comando desejado, como andar, sentar, nadar, e um estímulo é enviado ao dispositivo, que possibilita a execução.

    Ou seja, já existem equipamentos capazes de ativar músculos do tronco e das pernas da pessoa ao emitir leves descargas elétricas.

    Quais são os níveis de tetraplegia?

    As lesões na medula espinhal podem ser classificadas em dois tipos: Tetraplegia completa e

    Tetraplegia parcial ou incompleta ou tetraplegia.

    A escala ASIA permite classificar os pacientes com base nos prejuízos funcionais causados ​​pela lesão e classificar os pacientes da classe A à classe D. Isso influenciou significativamente a terapia e o planejamento cirúrgico.

    A escala ASIA é representada da seguinte maneira:

    • Grau A: Completo. Nenhum funcionamento sensorial ou motor é preservado nos segmentos sacrais de S4-S5.
    • Grau B: Incompleto. O funcionamento sensorial é preservado sem funcionamento motor abaixo do nível neurológico; compreende os segmentos sacrais de S4-S5.
    • Grau C: Incompleto. O funcionamento motor é mantido abaixo do nível neurológico; mais de 50% dos músculos principais abaixo do nível neurológico têm grau muscular menor que 3.
    • Grau D: incompleto. O funcionamento motor é mantido abaixo do nível neurológico; pelo menos 50% dos músculos principais abaixo do nível neurológico têm grau muscular de 3 ou mais.
    • Grau E: Normal. As funções sensoriais e motoras são normais.

    Lesões completas da medula espinhal

    A medula espinhal de um indivíduo tetraplégico pode ser classificada em 3 segmentos, que podem ser usados ​​para classificar a lesão:

    • O segmento medular funcional lesado apresenta músculos funcionais não paralisados, cujas ações são voluntárias e não permanentes. A avaliação de sua força pode ser feita pela escala do BMRC (British Medical Research Council).
    • Um metâmero lesionado, ou um segmento lesional, é composto de muitos músculos correspondentes desnervados, que possuem uma LMN (neurônio motor inferior) danificado. Esses músculos são atróficos, hipotônicos e não apresentam contrações espontâneas.
    • O segmento sublesional lesionado, localizado abaixo do segmento metamérico possui um neurônio motor inferior não danificado, que mostra reflexos medulares intactos, mas não possui controle cortical superior.

    Lesões medulares incompletas

    Feridas na medula espinhal incompletas podem levar a várias apresentações pós-lesão. Três síndromes principais são descritas e dependem do local exato, assim como da extensão de uma lesão.

    • Síndrome da medula central: A maior parte da lesão medular está na substância cinzenta da medula espinhal; a lesão pode, ocasionalmente, continuar na substância branca.
    • Síndrome da medula anterior: uma lesão que ocorre nos cornos anteriores, bem como nos tratos ântero-laterais.
    • A síndrome de Brown-Séquard: afetando a hemissecção da medula espinhal; também conhecida como hemiplegia.

    Tetraplegia espástica

    Tetraplegia espástica é uma forma de diplegia espástica, que afeta todos os 4 membros (pernas e braços) em vez de apenas as pernas. É diferente e não relacionada à quadriplegia geral, no sentido de que sua característica central é a espasticidade, ao passo que a quadriplegia é definida primariamente pela paralisia.

    Tetraplegia funcional

    É um termo usado para descrever uma condição de imobilidade completa, causada por deficiência física grave.

    Tetraplegia Congênita

    Refere-se a casos de quadriplegia, que são causados ​​por fatores congênitos.

    Tetraplegia Transitória

    Ocorre quando a medula espinhal cervical de um indivíduo sofre uma lesão temporária, mas grave. A disfunção nervosa pode acontecer em ambos os braços ou pernas, em um lado do corpo ou nos quatro membros. Os pacientes podem sentir dor, dormência ou paralisia completa. 

    Uma quadriplegia transitória geralmente leva 15 minutos para ser resolvida, mas pode precisar de mais tempo, levando quase 48 horas.

    Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

    E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

    Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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