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    Síndrome pós-laminectomia: Entenda tudo sobre a síndrome da falha cirúrgica

    A Síndrome da Falha na Cirurgia de Coluna, ou conhecida também como Síndrome Pós-Laminectomia, pode ser uma experiência frustrante para pacientes e cirurgiões. Isso porque após uma cirurgia na coluna, espera-se que o problema seja resolvido, mas às vezes isso não acontece.

    Existem muitas razões pelas quais uma cirurgia de coluna pode ou não funcionar, e mesmo com o melhor cirurgião e com as melhores indicações, a cirurgia de coluna não é mais do que 95% preditiva de um resultado bem-sucedido. 

    Para saber mais sobre a Síndrome Pós-Laminectomia, cirurgia comum de retirada de um pedacinho do osso da coluna para tratar dores e problemas na coluna, continue lendo este artigo.

    O que é a síndrome da falha cirúrgica ou síndrome pós laminectomia?

    Muitos pacientes enxergam a cirurgia como um último recurso para eliminar a dor nas costas. Porém as cirurgias para a coluna podem não trazer o alívio esperado, e em alguns casos, podem até chegar a piorar a condição. O diagnóstico para este tipo de insucesso recebe o nome de FBSS (Failed Back Surgery Syndrome), ou Síndrome da Falha Cirúrgica Na Coluna / Síndrome de Dor Pós Laminectomia.

    De acordo com a Associação Internacional de Estudo da Dor (IASP), a Síndrome Pós-Laminectomia é definida como “dor lombar espinal de origem desconhecida que persiste na mesma localização da dor original apesar das intervenções cirúrgicas, ou que se instala após as cirurgias. A lombalgia pode ou não associar-se à dor referida ou irradiada”.

    Este tipo de síndrome pode ocorrer após qualquer cirurgia realizada para tratamento de dores na coluna lombar, seja cirurgia para hérnia de disco, artrodese de coluna lombar (colocação de parafusos e hastes) e entre outros.

    De forma geral, a dor relatada pelos portadores desta síndrome é mais intensa do que a dor que apresentavam antes da realização da cirurgia.

    Diagnóstico da síndrome pós-laminectomia

    Sugere-se um critério simples e direto para o diagnóstico de FBSS: o paciente ter a mesma dor ou ter uma dor mais intensa no mesmo local de antes da cirurgia. 

    De acordo com alguns estudos, a Falha Cirúrgica Na Coluna / Síndrome de Dor Pós Laminectomia acontece cerca de 20 a 40% dos casos, e muitos destes podem não ser registrados.Obviamente que isto varia conforme a experiência do médico cirurgião, assim como características da doença (tempo de compressão neural) e de questões inerentes ao paciente (qualidade da cicatrização, nível de sensibilização antes da cirurgia, espectativas sobre cirurgia).

    O importante é saber qual é o tipo de dor do paciente. Por exemplo, se o paciente reportar dor de nervo, será indicado medicamentos para dor de nervo; se há dor nociceptiva (dor causada por lesão tecidual, podendo ser somática ou visceral) indica-se outro tipo de tratamento, e assim por diante. 

    E existem ainda as dores nociplásticas, que são as dores por um erro de interpretação. Por isso é tão importante o correto diagnóstico e interpretação por um médico especialista, para realizar o tratamento mais adequado.

    Muitas vezes a ressonância magnética ou outro exame de imagem mostra uma protrusão discal ou mesmo uma hérnia discal, mas é importante ressaltar que isto não quer dizer que esta é a causa da dor.

    Uma adequada avaliação (história clínica e exame físico) pode identificar outras fontes de dor, que se tratadas de forma conservadora, mas correta, podem proporcionar o alívio da dor do paciente, evitando-se assim a realização de uma cirurgia que poderia ser desnecessária, ainda com alto risco de desenvolvimento da síndrome dolorosa pós-laminectomia.

    Desta forma, o mais importante é ter em mente que a cirurgia é sim uma opção de tratamento, porém esta deve ser reservada para o caso de falência de outros tratamentos não invasivos ou menos invasivos, exceto em casos específicos e pouco frequentes, quando a cirurgia deve ser realizada em caráter de urgência, é a grande minoria dos casos.

    Quais as possíveis causas e fatores de risco da síndrome pós-laminectomia?

    As causas da Síndrome da falha cirúrgica / Síndrome pós-laminectomia são muito relativas. Pode ter tido erro de diagnóstico, uma cirurgia mal indicada ou mal executada, ou pode ser que o paciente tenha uma tendência à dor crônica. 

    Como você pode observar, são vários os fatores que aumentam o risco de se desenvolver síndrome de dor pós laminectomia, sendo que o mais comum é o diagnóstico inadequado. 

    Outros fatores importantes são tabagismo, obesidade e fatores psicossociais do paciente, como transtornos de humor e ansiedade, que podem afetar o processo de recuperação e também amplificar a forma como a dor é percebida.

    Também não podemos descartar os fatores estruturais da coluna, complicações peroperatórias (que ocorre no período em que decorre uma operação cirúrgica), além de comorbidades como o diabetes melito e doenças vasculares periféricas.

    Qual o tratamento para a dor pós-laminectomia?

    O tratamento da síndrome dolorosa pós-laminectomia é complexo, vai depender do tipo predominante de dor e podem apresentar resultados abaixo do desejado pelos pacientes, devendo o médico especialista esclarecer ao paciente e adequar as expectativas com relação ao resultado do tratamento.

    Na maioria dos casos, quase 80%, são um conjunto de dores mistas, que contam com abordagens multidisciplinares como tratamentos medicamentosos e reabilitações, apresentando uma melhora de 57% dos casos.

    Como recursos para o tratamento da dor pós laminectomia, recomenda-se:

    • uso de medicações específicas para tratamento de dores crônicas;
    • fisioterapia;
    • pilates;
    • RPG;
    • hidroginástica / hidroterapia;
    • acupuntura;
    • psicoterapia;
    • Procedimentos da Medicina Intervencionista da Dor, como bloqueios peridurais e radiofrequência, adesiólise (remoção da fibrose sobre o nervo) e implantação de neuroestimulador.

    Refazer a cirurgia é uma boa opção?

    Em casos sem gravidade, não é recomendado refazer a cirurgia Casos mais graves, como uma hérnia de disco extrusa pós-procedimento, uma fratura ou um parafuso mal alocado que está comprimindo alguma raiz nervosa, pode-se sim indicar a refação. 

    Isso porque a melhora pós-segunda cirurgia de coluna é baixa, por volta apenas de 30%; pós-terceira cirurgia, por volta de 15%; pós-quarta cirurgia de coluna, 5%; e depois da quarta, o prejuízo já supera e muito, piorando ainda mais em 20% dos casos.

    Como é feita a cirurgia de laminectomia?

    Durante a laminectomia lombar, é feita uma pequena incisão na pele seguindo as vértebras lombares. Os músculos são separados e o osso fica exposto. A porção da “lâmina” da vértebra é lenta e cuidadosamente removida, tirando a pressão do nervo comprimido e da medula, podendo ser realizada em diversas doenças da coluna, como hérnias de disco, estreitamentos de canal, tumores e infecções.

    Qual o tempo de recuperação de uma laminectomia?

    A cirurgia leva cerca de uma a duas horas. A laminectomia aberta implica em fazer uma incisão nas costas e depois remover a lâmina. O cirurgião faz uma incisão nas costas e depois separa os músculos para acessar a espinha dorsal.

    O que quer dizer laminectomia descompressiva?

    Laminectomia descompressiva é a ressecção de uma pequena porção da coluna lombar para obter acesso à medula espinal ou remoção cirúrgica dos arcos ósseos das vértebras espinhais realizada para aliviar a compressão da corda espinhal, devido ao deslocamento de um disco ou a uma hérnia discal e com o fim de aliviar a dor.

    Como prevenir a síndrome pós-laminectomia ou síndrome da falha cirúrgica?

    A melhor forma de evitar a ocorrência da síndrome pós-laminectomia é a criteriosa

    indicação por meio de profissionais especialistas em coluna de qualquer cirurgia a ser realizada na coluna lombar.

    Uma cirurgia bem indicada é uma excelente forma de tratamento para diversos problemas na coluna, como em estenose espinhal, Espondilolistese, porém esta indicação deve ser baseada em uma adequada correlação entre o que o paciente sente e o que os exames físico e de imagem demonstram, além de ter sido esgotado, sempre que possível, um completo e adequado tratamento conservador para a dor, que deve incluir várias abordagens de tratamento, e não apenas o uso de anti-inflamatório e algumas sessões de fisioterapia (“choque e calor”).

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    E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

    Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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