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    Tetraplegia: O que é, quais as causas, sintomas, tratamentos e muito mais!
    Tudo sobre trauma raquimedular

    Saiba tudo sobre paraplegia

    A paraplegia é uma condição física quando o paciente não consegue movimentar ou sentir as pernas, uma situação que pode ser permanente e que geralmente é causada por uma lesão na medula espinhal.

    Esse tipo de lesão pode levar a comprometimento de estruturas como sistema urinário, sistema gastrointestinal e sistema nervoso autônomo, ou seja, além de não conseguir mexer as pernas, o paraplégico também não controla a urina e os intestinos e, por isso, é frequente ele sofrer com infecção urinária e prisão de ventre.

    Existem dois fatores que podem influenciar no grau de limitação de cada pessoa. Continue a leitura e saiba mais sobre o que é, quais os tipos, níveis, limitações, tratamentos, causas e muito mais.

    O que é paraplegia?

    A paraplegia, tal como a tetraplegia, é resultante de uma lesão medular. Este tipo de lesão classifica-se como completa ou incompleta, dependendo do fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão medular. A paraplegia traduz-se na perda de controle e sensibilidade dos membros inferiores, impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado.

    Cientificamente falando, a paraplegia ocorre no momento em que as vias motrizes do sistema piramidal do sistema nervoso periférico, habitualmente a nível da medula espinhal, são interrompidas medial e bilateralmente, afetando os membros inferiores, ou toda parte inferior do corpo.

    A diminuição ou ausência da capacidade motora denomina-se paralisia. No caso do termo paraplegia, caracteriza-se pela paralisia de ambas as pernas.

    O que influencia no grau de limitação da paraplegia?

    Como mencionamos anteriormente, existem dois fatores que podem influenciar no grau de limitação de cada pessoa:

    • Nível de lesão: indica se a lesão é mais alta ou mais baixa (quanto mais alta, maior o grau de comprometimento);
    • Nível de extensão: tamanho da lesão, podendo estas serem completas ou incompletas.

    Normalmente as lesões que resultam em paraplegia situam-se ao nível da coluna dorsal ou coluna lombar, sendo que quanto mais alta for a lesão maior será a área de impacto, abrangendo o controle e sensibilidade, uma vez que a medula é afetada. 

    Quais as consequências da paraplegia?

    Após uma lesão medular da qual resulta paraplegia, é possível que os membros afetados deixem de receber permanentemente qualquer tipo de estímulo, tornando os músculos flácidos, o que acarreta uma acentuada diminuição de massa muscular facilmente visível. 

    Em determinados casos ocorre um fenômeno denominado “espasticidade”, o qual ainda não é totalmente compreendido pela comunidade científica. Este fenômeno mantém os músculos ativos através de movimentos involuntários, os quais no ponto de vista da pessoa afetada tornam-se incômodos, e em determinadas situações, limita a vida ativa ou até mesmo impossibilita-a.

    Outro tipo de efeito relacionado com a paraplegia prende-se com o sistema fisiológico da pessoa afetada que sofre um grande impacto, uma vez que a pessoa perde na maioria dos casos o controle das suas necessidades fisiológicas. Este fato faz com que seja necessário, em algumas situações, proceder à algaliação que têm como objectivo permitir remover a urina acumulada na bexiga. Muitas vezes este processo gera infecção urinária.

    Quais os sinais e sintomas?

    Os principais sintomas que o indivíduo poderá apresentar a partir do diagnóstico serão: 

    • incontinência fecal ou urinária;
    • incapacidade de mover os membros inferiores;
    • perda de sensibilidade e formigueiro na parte inferior do corpo;
    • disfunção sexual;
    • dificuldades na respiração;
    • dificuldade para manter determinadas posturas, como sedestação e ortostase. 

    Quais os tipos de paraplegia

    Os tipos de paraplegia podem ser:

    • Paraplegia Espástica: quando se observa um aumento anormal do tônus muscular das pernas, com aumento da rigidez;
    • Paraplegia Flácida: quando os músculos das pernas ficam muito enfraquecidos;
    • Paraplegia Completa: quando não há sensibilidade nem movimentação das pernas;
    • Paraplegia Incompleta: quando há sensibilidade, mas a força das pernas é diminuída.

    O médico neurologista indica o tipo de paraplegia que a pessoa possui após a consulta onde investiga a força muscular e a sensibilidade, mas exames de imagem como a ressonância magnética e tomografia computadorizada podem evidenciar a gravidade da lesão na medula. 

    > Saiba mais sobre Tomografia da coluna: o que é, o que detecta, como é feita e muito mais! – Dr Henrique Noronha

    > Saiba mais sobre Ressonância magnética da coluna: o que é, como é feito e para que serve – Dr Henrique Noronha 

    Quais são as causas da paraplegia?

    Muitas doenças ou acidentes que afetam o cérebro ou a medula espinhal podem provocar paraplegias.

    Alguns exemplos de situações que podem lesionar a medula vertebral são doenças infecciosas como mielite transversa, traumatismo como em acidentes de viação, AVC, tumores, fratura das vértebras, lesão por bombas ou armas de fogo, prática de esportes radicais e hérnia de disco. A paraplegia também pode ser decorrente de patologias como a esclerose múltipla e a esclerose lateral amiotrófica.

    Estes acontecimentos podem acontecer em qualquer fase da vida, e como consequência, a pessoa fica impossibilitada de caminhar, havendo necessidade de cadeira de rodas. 

    Em resumo, podemos citar as principais causas da paraplegia:

    • Lesões da medula espinhal – Quando um traumatismo provocou um corte completo da medula espinal (corte transversal) em que se verificou a nível das vértebras torácicas ou lombares, manifesta-se uma paraplegia, geralmente do tipo espástico;
    • Compressão medular – Quando a medula é comprimida pode manifestar-se uma paraplegia. Isto pode verificar-se em caso de alterações ósseas congénitas ou degenerativas, fracturas da coluna vertebral, tumores intra ou extramedulares e fístulas artério-venosas;
    • Doenças infecciosas – Algumas doenças, conforme a sua evolução, podem provocar paraplegia, como é o caso da tuberculose óssea (doença de Pott), a Síndrome de Hughes-Stovin, sífilis meningovascular e a poliomielite;
    • Intoxicações – Refere-se sobretudo à intoxicação causada por amoníaco, que se pode verificar em caso de alcoolismo crónico grave e prolongado, e pode provocar paraplegia nas fases avançadas deste último;
    • Paraplegia espástica infantil – É uma doença congênita da primeira infância que surge devido a lesões do córtex cerebral que se verificaram durante o parto, a hemorragias cerebrais obstétricas ou alterações no desenvolvimento do cérebro.

    Qual o diagnóstico da paraplegia?

    O diagnóstico da paraplegia pode ocorrer de origem traumática, geralmente associado à TRM (trauma raquimedular) ou através de alguma patologia congênita, com quadro de degeneração progressiva, onde ocorre a desmielinização das terminações nervosas, fazendo com que o movimento seja reduzido até tornar-se ausente na rotina do paciente.

    Qual o tratamento para paraplegia?

    Nos casos de paraplegia irreversível, o paciente deverá se adaptar a essa condição permanente. A reeducação física e a aprendizagem a um uso correto dos auxílios à mobilidade, como a cadeira de rodas, podem melhorar a condição de vida dos paraplégicos, sobretudo se existe a colaboração constante por parte do paciente.

    Nos casos de paraplegia reversível ou temporária, é possível a recuperação parcial ou total, porém requer um programa de intervenções de reabilitação física e recuperação funcional longo e completo.

    A necessidade da realização de fisioterapia fará com que as terminações nervosas não prevaleçam totalmente inativas e sem estímulo, preservando as estruturas para que não ocorra comprometimento osteomuscular e dos sistemas de modo geral. 

    Com os movimentos de cinesioterapia, manobras ventilatórias e demais recursos utilizados na fisioterapia, mantém a funcionalidade orgânica e principalmente, quando se trabalha descargas de peso e cinesioterapia, consegue-se preservar o índice de massa óssea a partir do efeito piezoelétrico que se estimula nas trocas posturais.

    A fisioterapia no paciente paraplégico busca inicialmente manter a funcionalidade do paciente, podendo torná-lo independente para a realização de grande parte das atividades de vida diária. A partir da característica do nível neurológico de funcionalidade, a fisioterapia será realizada para manter como meta mínima a funcionalidade do paciente. 

    Contudo, o trabalho multidisciplinar torna-se essencial para atingir os objetivos propostos pelos profissionais envolvidos, podendo envolver as áreas da fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, fonoaudiologia, psicologia, dentre outras que tornarão o indivíduo independente.

    É possível um paraplégico voltar a andar?

    A paraplegia geralmente não tem cura, mas quando ela é provocada por uma compressão da medula espinhal ou por algumas doenças infecciosas ou degenerativas, ela pode ser curada.

    No caso da compressão da medula, uma cirurgia pode ser eficaz para descomprimir a área, permitindo a transmissão dos impulsos nervosos e no caso das doenças, quando elas são tratadas adequadamente a paraplegia é revertida.

    No entanto, na maioria das vezes a paraplegia não tem cura e a fisioterapia é recomendada para estimular a circulação sanguínea, evitar a formação de escaras, evitar a contratura das articulações e facilitar as transferências da cadeira para o sofá, e para a cama, por exemplo. 

    Qual a diferença entre paraplegia e tetraplegia?

    Enquanto a paraplegia afeta apenas as pernas, a tetraplegia, também conhecida por quadriplegia, é diagnosticada quando a lesão na medula compromete o movimento dos 4 membros, os braços e as pernas, e o tronco. Saiba mais sobre Tetraplegia: o que é, quais as causas, sintomas, tratamentos e muito mais!

    Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

    E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

    Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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