

A paraplegia é uma condição física quando o paciente não consegue movimentar ou sentir as pernas, uma situação que pode ser permanente e que geralmente é causada por uma lesão na medula espinhal.
Esse tipo de lesão pode levar a comprometimento de estruturas como sistema urinário, sistema gastrointestinal e sistema nervoso autônomo, ou seja, além de não conseguir mexer as pernas, o paraplégico também não controla a urina e os intestinos e, por isso, é frequente ele sofrer com infecção urinária e prisão de ventre.
Existem dois fatores que podem influenciar no grau de limitação de cada pessoa. Continue a leitura e saiba mais sobre o que é, quais os tipos, níveis, limitações, tratamentos, causas e muito mais.
A paraplegia, tal como a tetraplegia, é resultante de uma lesão medular. Este tipo de lesão classifica-se como completa ou incompleta, dependendo do fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão medular. A paraplegia traduz-se na perda de controle e sensibilidade dos membros inferiores, impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado.
Cientificamente falando, a paraplegia ocorre no momento em que as vias motrizes do sistema piramidal do sistema nervoso periférico, habitualmente a nível da medula espinhal, são interrompidas medial e bilateralmente, afetando os membros inferiores, ou toda parte inferior do corpo.
A diminuição ou ausência da capacidade motora denomina-se paralisia. No caso do termo paraplegia, caracteriza-se pela paralisia de ambas as pernas.
Como mencionamos anteriormente, existem dois fatores que podem influenciar no grau de limitação de cada pessoa:
Normalmente as lesões que resultam em paraplegia situam-se ao nível da coluna dorsal ou coluna lombar, sendo que quanto mais alta for a lesão maior será a área de impacto, abrangendo o controle e sensibilidade, uma vez que a medula é afetada.
Após uma lesão medular da qual resulta paraplegia, é possível que os membros afetados deixem de receber permanentemente qualquer tipo de estímulo, tornando os músculos flácidos, o que acarreta uma acentuada diminuição de massa muscular facilmente visível.
Em determinados casos ocorre um fenômeno denominado “espasticidade”, o qual ainda não é totalmente compreendido pela comunidade científica. Este fenômeno mantém os músculos ativos através de movimentos involuntários, os quais no ponto de vista da pessoa afetada tornam-se incômodos, e em determinadas situações, limita a vida ativa ou até mesmo impossibilita-a.
Outro tipo de efeito relacionado com a paraplegia prende-se com o sistema fisiológico da pessoa afetada que sofre um grande impacto, uma vez que a pessoa perde na maioria dos casos o controle das suas necessidades fisiológicas. Este fato faz com que seja necessário, em algumas situações, proceder à algaliação que têm como objectivo permitir remover a urina acumulada na bexiga. Muitas vezes este processo gera infecção urinária.
Os principais sintomas que o indivíduo poderá apresentar a partir do diagnóstico serão:
Os tipos de paraplegia podem ser:
O médico neurologista indica o tipo de paraplegia que a pessoa possui após a consulta onde investiga a força muscular e a sensibilidade, mas exames de imagem como a ressonância magnética e tomografia computadorizada podem evidenciar a gravidade da lesão na medula.
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Muitas doenças ou acidentes que afetam o cérebro ou a medula espinhal podem provocar paraplegias.
Alguns exemplos de situações que podem lesionar a medula vertebral são doenças infecciosas como mielite transversa, traumatismo como em acidentes de viação, AVC, tumores, fratura das vértebras, lesão por bombas ou armas de fogo, prática de esportes radicais e hérnia de disco. A paraplegia também pode ser decorrente de patologias como a esclerose múltipla e a esclerose lateral amiotrófica.
Estes acontecimentos podem acontecer em qualquer fase da vida, e como consequência, a pessoa fica impossibilitada de caminhar, havendo necessidade de cadeira de rodas.
Em resumo, podemos citar as principais causas da paraplegia:
O diagnóstico da paraplegia pode ocorrer de origem traumática, geralmente associado à TRM (trauma raquimedular) ou através de alguma patologia congênita, com quadro de degeneração progressiva, onde ocorre a desmielinização das terminações nervosas, fazendo com que o movimento seja reduzido até tornar-se ausente na rotina do paciente.
Nos casos de paraplegia irreversível, o paciente deverá se adaptar a essa condição permanente. A reeducação física e a aprendizagem a um uso correto dos auxílios à mobilidade, como a cadeira de rodas, podem melhorar a condição de vida dos paraplégicos, sobretudo se existe a colaboração constante por parte do paciente.
Nos casos de paraplegia reversível ou temporária, é possível a recuperação parcial ou total, porém requer um programa de intervenções de reabilitação física e recuperação funcional longo e completo.
A necessidade da realização de fisioterapia fará com que as terminações nervosas não prevaleçam totalmente inativas e sem estímulo, preservando as estruturas para que não ocorra comprometimento osteomuscular e dos sistemas de modo geral.
Com os movimentos de cinesioterapia, manobras ventilatórias e demais recursos utilizados na fisioterapia, mantém a funcionalidade orgânica e principalmente, quando se trabalha descargas de peso e cinesioterapia, consegue-se preservar o índice de massa óssea a partir do efeito piezoelétrico que se estimula nas trocas posturais.
A fisioterapia no paciente paraplégico busca inicialmente manter a funcionalidade do paciente, podendo torná-lo independente para a realização de grande parte das atividades de vida diária. A partir da característica do nível neurológico de funcionalidade, a fisioterapia será realizada para manter como meta mínima a funcionalidade do paciente.
Contudo, o trabalho multidisciplinar torna-se essencial para atingir os objetivos propostos pelos profissionais envolvidos, podendo envolver as áreas da fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, fonoaudiologia, psicologia, dentre outras que tornarão o indivíduo independente.
A paraplegia geralmente não tem cura, mas quando ela é provocada por uma compressão da medula espinhal ou por algumas doenças infecciosas ou degenerativas, ela pode ser curada.
No caso da compressão da medula, uma cirurgia pode ser eficaz para descomprimir a área, permitindo a transmissão dos impulsos nervosos e no caso das doenças, quando elas são tratadas adequadamente a paraplegia é revertida.
No entanto, na maioria das vezes a paraplegia não tem cura e a fisioterapia é recomendada para estimular a circulação sanguínea, evitar a formação de escaras, evitar a contratura das articulações e facilitar as transferências da cadeira para o sofá, e para a cama, por exemplo.

Enquanto a paraplegia afeta apenas as pernas, a tetraplegia, também conhecida por quadriplegia, é diagnosticada quando a lesão na medula compromete o movimento dos 4 membros, os braços e as pernas, e o tronco. Saiba mais sobre Tetraplegia: o que é, quais as causas, sintomas, tratamentos e muito mais!
E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
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Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!