

A fratura na coluna vertebral geralmente ocorre após traumatismos de alta energia, como quedas de altura, acidentes automobilísticos e entre outros, assim como pode ocorrer após traumatismos de baixa energia (geralmente fraturas osteoporóticas ou patológicas).
A coluna vertebral é, normalmente, formada por 33 vértebras se dividindo em quatro componentes estruturais: coluna cervical, coluna torácica, coluna lombar e coluna sacral. Juntos, eles são responsáveis pelo equilíbrio do nosso corpo em pé, por meio das suas curvaturas específicas: a lordose da coluna cervical, a cifose da coluna torácica, lordose da coluna lombar e cifose da coluna sacral.
A coluna lombar-sacra tem limite superior na porção inferior da coluna dorsal e limite inferior na conexão com o quadril por meio das vértebras sacrais e das articulações sacro-ilíacas.
Essas curvaturas, juntamente com os músculos, ligamentos, discos vertebrais, medula e nervos, são responsáveis pela manutenção da estabilização e movimentação da nossa coluna.
A gravidade de cada caso é determinada de acordo com a localização da fratura, deformidade presente e sintomas associados. A fratura na coluna pode trazer consequências graves, podendo provocar paralisia permanente das pernas ou do corpo, dependendo da vértebra afetada.
Para saber mais sobre o assunto, continue a leitura.
Os tipos de fratura da coluna são divididos de acordo com os mecanismos de trauma em:
Outros termos utilizados para descrever uma fratura incluem “estável” e “instável”. A estabilidade da fratura é importante na decisão do tratamento e é determinada por alguns parâmetros clínicos e radiográficos.

Este é um tipo de fratura muito comum em pacientes com osteoporose, ou pacientes em que os ossos foram enfraquecidos por outras doenças (como neoplasias).
Normalmente são fraturas por insuficiência óssea e sem traumatismo significativo. Uma fratura em “encunhamento” é um subtipo de fratura de compressão. Nesse subtipo, a parte anterior (frontal) da vértebra achata e não há comprometimento da estabilidade, conforme mostra a imagem abaixo:

Este tipo de fratura geralmente é causada por traumatismo mais significativo, como por exemplo, acidente de carro. Ela acontece quando a vértebra é esmagada por forças axiais.
Em uma fratura por explosão, a vértebra é fraturada em vários lugares. Em alguns casos, fragmentos ósseos podem comprimir o canal vertebral onde está a medula espinhal e raízes nervosas. Esse tipo de fratura gera maior instabilidade.

Este tipo de fratura é típica em acidentes automobilísticos, quando o corpo é projetado bruscamente para frente.
Sua coluna é flexionada rapidamente para frente e em seguida faz um movimento de desaceleração gerando o mecanismo combinado de flexão-distração. Esse tipo de lesão, além de ser causada por traumatismos de alta energia, geralmente lesa os ligamentos da coluna além da parte óssea. Normalmente são lesões instáveis.

O termo luxação significa que houve um desalinhamento significativo da coluna. Portanto, na fratura-luxação além da lesão óssea existe uma combinação de “deslocamento” da coluna. São lesões muito instáveis e de alta energia. Geralmente são as lesões traumáticas mais graves na coluna vertebral.

A estabilidade da fratura é importante na decisão do tratamento e é determinada por alguns parâmetros clínicos e radiográficos. As fraturas estáveis geralmente não causam deformidade da coluna vertebral ou lesões neurológicas associadas. São fraturas que permitem um tratamento conservador e não invasivo.
Já as fraturas instáveis, são lesões que determinam uma deformidade significativa na coluna (cifose, perda de altura, lesão ligamentar e etc) ou determinam algum déficit neurológico associado (compressão do canal por fragmento, lesão radicular e etc).
As fraturas instáveis têm chance de progredir e causar mais danos. Nesses casos, normalmente o tratamento conservador não consegue restaurar a função normal da coluna vertebral.
Os sinais das fraturas de coluna irão depender basicamente do tipo de fratura e da gravidade da lesão. Os sintomas também estão relacionados à presença ou não de acometimento das estruturas neurológicas.
Se a fratura vertebral está comprimindo um nervo ou a medula espinhal, você pode ter sintomas neurológicos, tais como:
As fraturas da coluna vertebral que apresentam complicações neurológicas são consideradas graves, por isso, se você tiver qualquer um dos sintomas neurológicos acima, mesmo sem dor, é fundamental consultar um médico especialista o mais rapidamente possível.
Nas fraturas por compressão devido a osteoporose, muitas vezes podem ocorrer múltiplas fraturas e poucos sintomas. Nesses casos, o diagnóstico pode ser tardio e o paciente já pode apresentar algum grau de deformidade em cifose (corcunda na coluna).
É muito importante primeiramente ter uma boa avaliação médica com história clínica detalhada do início e mecanismo da lesão.
O exame físico realizado pelo seu médico irá determinar a necessidade ou não de exames complementares.
Quando há necessidade de complementação com exames de imagem, os mais importantes são as radiografias, tomografia e ressonância magnética.
Nas fraturas estáveis e benignas, as radiografias são suficientes e já irão guiar todo o tratamento, pois permitem visualizar bem as estruturas ósseas.
Em casos de sintomas neurológicos, instabilidades e necessidade de abordagem cirúrgica, pode ser necessária a complementação com exames mais detalhados, como o caso da tomografia e/ou ressonância magnética.
O tratamento divide-se basicamente em conservador e cirúrgico. A grande maioria das fraturas são passíveis de tratamento conservador (clínico).
É importante ressaltar que o tratamento precisa ser sempre orientado por um ortopedista, pois varia de acordo com o grau da lesão, mas normalmente inclui:
Durante a recuperação, deve-se ficar de repouso absoluto durante a primeira semana e iniciar lentamente as atividades diárias mais leves, como caminhar e sentar, evitando exercícios pesados, como correr, nadar ou levantar pesos, respeitando todas as indicações do médico.
Quando o tratamento não é feito de forma adequada, mesmo em lesões leves, pode acontecer agravamento da fratura e, nesses casos, pode até haver risco de paralisia, mesmo que inicialmente a medula não tenha sido afetada.
Para determinar o melhor tratamento, alguns fatores devem ser avaliados como: idade do paciente, nível da fratura, porcentagem de perda de altura da vértebra, grau de cifose da fratura, presença de compressão do canal vertebral, presença de sintomas neurológicos, qualidade óssea, tempo de evolução, intensidade da dor e entre outros.
O tratamento conservador com colete é destinado a fraturas estáveis, com pequeno acometimento da altura vertebral, pequena cifose e sem sinais neurológicos associados. Felizmente a maioria das fraturas de coluna são passíveis de tratamento com colete.
Os coletes mais utilizados são: Jewett, Putti alto e Putti baixo. A correta indicação e tempo de utilização do colete deve sempre ser realizada pelo médico especialista.

colete-jewett

putti-alto

putti-baixo
Dividimos o tratamento cirúrgico em duas opções:

fixação percutânea

cirurgia minimamente invasiva

cirurgia aberta
A cirurgia convencional é destinada a fraturas mais graves onde haja componente rotacional associado (fratura-luxação) e/ou comprometimento de estruturas neurológicas a serem descomprimidas durante o procedimento. O procedimento padrão é a descompressão do canal vertebral e artrodese do segmento.
Alguns cuidados que ajudam a evitar complicações e acelerar a recuperação das vértebras incluem:
Além disso, a hidroterapia, que é um tipo mais leve de fisioterapia dentro de água, pode ser uma excelente forma para acelerar o processo de recuperação porque permite trabalhar e fortalecer os músculos da coluna sem causar dor.
Durante o período de recuperação é importante ainda fazer uma alimentação equilibrada, para não engordar, e também rica em cálcio e vitamina D, para ajudar a fortalecer os ossos, especialmente no caso de idosos com fratura na coluna devido à osteoporose.
Após uma lesão na coluna, a medula, que é um feixe de nervos que passa por dentro da coluna, pode ficar lesada e comprometer os movimentos das partes do corpo abaixo desse ponto.
Assim, uma fratura na coluna cervical (pescoço) pode causar paralisia total do corpo, enquanto que uma fratura na coluna lombar (fundo das costas) ou torácica pode causar paralisia nas pernas.
Normalmente, as complicações de fratura na coluna surgem imediatamente após o acidente, durante o transporte para o hospital ou nas primeiras horas após o início do tratamento.
As fraturas na coluna podem afetar somente o osso sem provocar lesões no interior da medula. Nestes casos, não existem sequelas graves, como paralisia, sendo apenas necessário fazer repouso e o tratamento, sob orientação do ortopedista, para que o osso da vértebra recupere.

No caso de presenciar algum tipo de acidente que possa ter lesionado a coluna, a recomendação é que não se tente movimentar a vítima, pois qualquer movimentação pode piorar o quadro clínico. A recomendação é que se solicite o socorro de bombeiros e paramédicos que têm treinamento para esse tipo de situação.
Entre as medidas preventivas, estão as campanhas para uso do cinto de segurança no trânsito, o uso adequado de equipamentos de segurança e de proteção para os trabalhadores da construção civil e a atenção dos idosos com degraus, escadas, e até mesmo tapetes e pano de chão.
Cuidados com a postura e a prática de exercícios físicos regulares também são sempre benéficas à saúde da coluna vertebral.
Exercícios específicos para fortalecer e alongar os músculos do abdômen, nádegas e costas (músculos centrais) podem ajudar a estabilizar a coluna vertebral e diminuir o estresse nos discos que protegem a coluna vertebral e os ligamentos que a mantêm no lugar.
E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
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👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!