

A espondilodiscite é um processo infeccioso que pode atingir a coluna vertebral em duas partes: nos discos intervertebrais e nas vértebras.
A inflamação é causada por bactérias (principalmente a Staphylococcus Aureus) – que acarreta a espondilodiscite piogênica – ou quadros de tuberculose (Mal de Pott) que afetam a coluna.
É possível que a patologia tenha origem também em outros processos inflamatórios, como doenças autoimunes e pós-operatórios.

Neste artigo, eu explico como acontece a espondilodiscite, como é feito o diagnóstico e como tratamos a condição.
A infecção pela espondilodiscite ocorre quando a bactéria que causou infecção em outra região do corpo chega à corrente sanguínea, atingindo, em seguida, a coluna vertebral.
Os tipos de infecção que mais disseminam bactérias para a coluna são as infecções do trato urinário (ITU) e as de pele.
Um paciente acometido pela espondilodiscite pode apresentar sintomas diversos. O mais comum deles é a dor local, que geralmente acomete a coluna lombar e torácica.
Essas dores costumam evoluir gradativamente até se tornarem mais graves.
Por se tratar de uma doença advinda de uma infecção, existem alguns fatores que podem ser considerados de risco por estarem em situação de maior vulnerabilidade a infecções.
Os grupos de risco para a espondilodiscite incluem:
É necessário que pacientes que sofrem destes sintomas e estão dentro dos grupos de risco listados acima busquem ajuda médica o quanto antes.
O diagnóstico precoce da espondilodiscite é essencial para que o paciente consiga iniciar o tratamento o mais rápido possível e evitar sequelas ou, em casos mais raros, o óbito.
Em muitos quadros, é difícil chegar à um diagnóstico rapidamente, uma vez que a espondilodiscite não é uma doença comum. A condição exige um atendimento especializado e imediato, por isso, quanto mais rápido é descoberta, melhor o tratamento.
Para o diagnóstico da espondilodiscite, um médico especialista em coluna pode realizar uma série de exames, tais como:

A depender do resultado, é possível que o médico solicite um exame de cultura a fim de identificar qual a bactéria causadora da infecção. Para isso, é feita uma punção guiada por tomografia da coluna ou um procedimento cirúrgico para recolher material.
Quando não tratada de maneira adequada ou o mais cedo possível, a espondilodiscite pode deixar sequelas consideradas graves no acometido, como:
Os tratamentos para a espondilodiscite buscam eliminar a infecção e restaurar a funcionalidade da coluna, além de evitar que o paciente seja acometido por dores.
De forma geral, o tratamento para Espondilodiscite é feito principalmente com o uso de antibioticoterapia, a fim de conter a infecção. No entanto, só o médico responsável pelo caso poderá ditar qual a melhor conduta para cada paciente.
A antibioticoterapia pode ser feita de maneira endovenosa, ou seja, ministrada diretamente na veia do paciente e por meio de antibióticos orais. O tratamento costuma ter entre 4 e 6 semanas de duração, variando de acordo com a evolução do paciente.
Sim!
Embora seja mais raro, em casos graves, a cirurgia pode ser necessária após as infecções para remover grande parte das bactérias e tecidos infectados e necrosados.
Casos em que haja comprometimento medular ou que se formem abcessos decorrentes da infecção também podem requerer tratamento cirúrgico.

Sou o Dr. Henrique Noronha, médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas. Se você sofre com dores na coluna e não sabe a origem, estou à disposição para buscarmos o diagnóstico e iniciar um tratamento que traga mais qualidade para a sua vida.