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    Estenose espinhal: O que é, quais as dores, tipos, tratamento e muito mais!

    Estenose espinhal trata-se de uma doença causada pelo estreitamento do canal espinhal. Em termos médicos, estenose se refere a um estreitamento ou constrição de um duto ou passagem. 

    É normal que o canal vertebral mude com a idade. Dependendo da localização e de quanto estreitamento ocorre, um nervo espinhal ou a medula espinhal pode ficar comprimido e causar dor, formigamento, dormência e / ou fraqueza.

    Continue a leitura e entenda mais sobre o que é a estenose espinhal, quais os tipos, causas, quais as dores, sintomas e formas de tratamento.

    O que é estenose espinhal

    A estenose espinhal é qualquer tipo de estreitamento do canal espinhal, do canal medular  ou do forame intervertebral, que reproduz sintomas clínicos. O estreitamento pode ser local, segmentar ou generalizado, causado por uma estrutura óssea, partes moles ou ambos.

    A estenose do canal vertebral pode afetar a coluna cervical, torácica ou lombar. A área mais comumente afetada é a coluna lombar, seguida da coluna cervical.

    O canal vertebral é por onde passa a medula espinhal e as raízes (nervos) que vão para os membros superiores e inferiores.

    Outro canal que pode estar estreito é chamado de forame. Nesse canal passa apenas uma única raiz (nervo).

    Normalmente, o canal da coluna vertebral apresenta um diâmetro normal para a passagem da medula espinhal e raízes nervosas, que pode variar de pessoa para pessoa. Da mesma forma, os forames também apresentam uma variabilidade de tamanho em cada indivíduo.

    E o que significa estenose do canal?

    O termo estenose do canal é utilizado para descrever uma condição em que o canal vertebral, por onde passam os nervos, tornou-se estreito. A estenose do canal vertebral pode afetar a coluna cervical, torácica ou lombar. A área mais comumente afetada é a coluna lombar, seguida da coluna cervical.

    Quais são as causas da estenose espinhal?

    O tipo de estenose espinhal mais comum é a degenerativa, que acomete mais comumente homens acima dos 50 anos, com o envelhecimento natural da coluna, podendo acontecer em maior ou menor grau. 

    As causas mais comuns no envelhecimento são: 

    • hérnias de disco;
    • traumatismos da coluna vertebral;
    • lesões da coluna vertebral;
    • hipertrofia do ligamento amarelo;
    • osteófitos (neoformação óssea) entre as vértebras.

    Causas menos comuns são a espondilolistese (escorregamento vertebral sobre outra vértebra), deformidades congênitas como escolioses e cifoses (raras), e tumores próximos às estruturas neurais.

    Algumas pessoas nascem com estenose espinhal (estenose do canal congênita). Essa alteração é especialmente comum em acondroplásicos (anões) – característica dada por um tipo de nanismo em que a cabeça e o tronco são normais, mas os braços e as pernas são curtos. 

    O que provoca a estenose lombar?

    As causas da estenose lombar incluem o desgaste relacionado com a idade, doença degenerativa dos discos e espondilolistese, que podem fazer com que as vértebras se desalinham e exerçam pressão sobre a medula espinhal ou sobre os nervos.

    Quais são os tipos de estenose espinhal?

    Existem diferentes localizações anatômicas que podem comprimir as estruturas nervosas. Além do mais, há diferentes causas para a estenose espinhal como a congênita (mais rara) e a degenerativa (mais comum).

    Na estenose espinhal cervical, as alterações estão localizadas na região da coluna cervical, localizada no pescoço. Enquanto a estenose espinhal lombar afeta a região da coluna lombar, na base das costas. A estenose espinhal torácica afeta a coluna vertebral torácica.

    Se houver a estenose do canal espinhal central, o quadro clínico clássico é a claudicação neurogênica com lombalgia crônica durante as caminhadas, que ao poucos podem se tornar mais intensas e limitantes para curtas distâncias, associada a dor mal localizada nos membros inferiores, porém sem alterações sensitivas ou motoras (perda de força) evidentes. Ela é aliviada com o repouso ou a flexão do tronco.

    Já na estenose do canal radicular, a estrutura comprimida são as raízes neurais e não a medula. Nesses casos, há dores radiculares (dor no glúteo, coxa, perna, panturrilha) ou ciatalgia com alterações sensitivas (formigamento, choques, cãibras) evidentes nos membros inferiores, e perda de força para determinados grupos musculares.

    Outros tipos de estenose espinhal também podem ser determinados, a depender de onde, em relação ao disco vertebral, essa estenose está localizada.

    Como é a dor da estenose? Quais os sintomas?

    Os sintomas e sinais da estenose espinhal, em geral, incluem:

    • Dor lombar para caminhar, que em geral ao passar o tempo pode aparecer mais rapidamente em curtas distâncias, sem irradiação característica para os membros inferiores (ciatalgia ou lombociatalgia);
    • Diminuição da mobilidade da coluna lombar pode se tornar mais evidente com o tempo;
    • Ciatalgia com alteração sensitivas a depender do nervo comprometido (póstero-lateral da coxa, face anterior da perna, lateral do pé);
    • Fraqueza motora (extensão do joelho, extensão do hálux, atrofia de panturrilhas e fraqueza para ficar nas pontas dos pés);
    • Cãibras;
    • Formigamento nos membros inferiores;
    • Dor que irradia da coluna para a região dos glúteos e das coxas;
    • Perda da capacidade de controle da função urinária e fecal;
    • Alterações dos reflexos, como o patelar.

    Os sintomas da estenose espinhal no pescoço são muito semelhantes aos da hérnia de disco. No entanto, enquanto a hérnia de disco é um evento agudo, a estenose é um processo de doença crônica e lentamente progressiva, que de modo geral, apresenta uma piora em seus sintomas ao longo dos anos. Alguns pacientes, inclusive, podem perder a capacidade de andar e de se movimentar.

    Os pacientes que têm estenose cervical grave podem sofrer de dor aguda, um pouco parecida com um choque elétrico, especialmente quando eles flexionam o pescoço e apontam o queixo em direção ao peito. A estenose espinhal pode causar dormência, fraqueza, sensações de queimação, formigamento e sensação de “alfinetadas e agulhadas” nos braços.

    Pacientes com estenose espinhal nas costas muitas vezes relatam dor nas nádegas ou uma sensação de “alfinetadas e agulhadas” na coxa ou na perna, que ocorre quando estão de pé (extensão) ou andando. Em geral, o desconforto é aliviado com a inclinação do corpo para frente (flexão) ou com descanso. Em alguns casos, os pacientes reclamam de dor nas costas, além de dor nas pernas e fraqueza.

    Fatores de risco da estenose espinhal e quando devo buscar ajuda médica?

    Todos os fatores de risco para a osteartrose (degeneração) são fatores para a estenose espinhal, como idade e sexo. Porém é importante relembrar as outras causas, que embora menos frequentes, podem causar o estreitamento do canal espinal, radicular ou foraminal, como alterações congênitas, traumas e fraturas, tumores ou infecções vertebrais.

    Em tese, qualquer dos sinais e sintomas da estenose espinhal deve alertar o paciente para a procura do especialista. 

    Os alertas máximos são: 

    • alteração dos hábitos urinários (incontinência urinária ou urgência miccional);
    • perda do controle intestinal e impotência sexual aguda;
    • paralisia do assoalho pélvico (músculos perineiais);
    • dor perineal ou perda de reflexos dos membros inferiores.

    Qual o diagnóstico da estenose espinhal?

    Um diagnóstico de estenose espinhal começa com um histórico completo e um exame físico. Você deve discutir seus sintomas com seu médico especialista. Um exame físico pode ajudar a determinar a gravidade da doença, bem como se fraqueza e/ou dormência estão ou não presentes.

    Anormalidades na força e na sensação são avaliadas por um exame neurológico e fornecem evidência objetiva de compressão de raiz nervosa crônica causada pela estenose espinhal. Seu médico também pode prescrever exames de imagem como radiografia, ressonância magnética (RM), ou tomografia computadorizada (TC) para confirmar o diagnóstico.

    Qual o tratamento da estenose espinhal?

    O tratamento da estenose espinhal depende da gravidade dos sintomas que são apresentados pelo paciente. De modo geral, os casos de estenose espinhal podem ser tratadas com uma combinação de tratamentos não cirúrgicos, como fisioterapia, acupuntura, analgésicos, modificação da atividade e / ou injeções epidurais. 

    Alguns pacientes com estenose espinhal recebem a recomendação de realizar exercícios físicos que não causem impactos na coluna, como andar de bicicleta, já que a prática física pode ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a fraqueza muscular.

    Quando a dor intensa e / ou déficits neurológicos continuam a piorar apesar dos tratamentos tradicionais, a cirurgia pode ser considerada. 

    Como funciona a cirurgia de estenose espinhal?

    O objetivo da cirurgia de estenose espinhal é descomprimir o nervo espinhal e / ou medula espinhal para permitir que os nervos comecem a cicatrizar e funcionem melhor. 

    Existem várias opções cirúrgicas para a estenose espinhal:

    • Laminectomia;
    • Laminotomia;
    • Foraminotomia;
    • Discectomia;
    • Fusão.

    O procedimento mais comum é a laminectomia, que tem por objetivo retirar de forma uniforme ou parcial a lâmina, responsável por proteger o canal vertebral, mas que pode provocar a compressão neural.

    Há também a possibilidade de realizar uma laminectomia tubular ou endoscópica, procedimentos minimamente invasivos, pois agridem menos a musculatura.

    Nos casos em que há instabilidade vertebral em decorrência da estenose do canal vertebral, é preciso realizar a artrodese da coluna. Nesta intervenção cirúrgica, o objetivo é promover a fusão óssea vertebral através do uso de implantes, como parafusos e espaçadores.

    Para pacientes adequadamente selecionados que não se beneficiaram de tratamentos não cirúrgicos, a cirurgia de estenose espinhal é um tratamento relativamente seguro e eficaz. Nos casos em que os exames de imagem e / ou eletrodiagnóstico não correspondem aos sinais e sintomas do paciente, é improvável que a cirurgia traga benefícios.

    A habilidade do cirurgião, a extensão da estenose e a saúde geral do paciente são fatores que podem afetar a probabilidade de um bom resultado cirúrgico. Antes de decidir pela cirurgia, é importante que os riscos, benefícios e alternativas ao procedimento sejam cuidadosamente explicados e avaliados. Também é importante que o paciente tenha todas as suas perguntas respondidas de forma satisfatória.

    Como funciona a recuperação pós-operatória da cirurgia para estenose espinhal?

    Após a cirurgia de estenose do canal vertebral, o paciente deve realizar o acompanhamento periódico com o especialista em coluna para a avaliação.

    Além disso, sessões de fisioterapia podem ser prescritas, tanto para reabilitar a funcionalidade do indivíduo, quanto para fortalecer a estrutura osteomuscular vertebral.

    Atitudes que podem prevenir a estenose do canal vertebral

    Alguns pacientes estão predispostos a desenvolverem a estenose, visto que a artrose na coluna acaba sendo um processo natural do envelhecimento. Por isso, para prevenir este tipo de problema, procure adotar hábitos saudáveis ao longo da vida, como praticar atividades físicas e ter uma alimentação balanceada, além de não fumar.

    Caso sinta incômodos frequentes na coluna, também vale uma consulta com um especialista em coluna, uma vez que o diagnóstico precoce facilita o tratamento e a recuperação do paciente.

    Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

    E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

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    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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