

Hoje vamos falar sobre a espondilite anquilosante, uma doença do tipo artrite, auto imune e inflamatória crônica que afeta os tecidos conjuntivos, especialmente as articulações da coluna, causando rigidez e dor nas costas.
Mais especificamente a espondilite anquilosante atinge as articulações do esqueleto axial (que compreende os ossos da cabeça, tórax e coluna), especialmente as da coluna e ombros, e dos quadris e joelhos.
Ficou curioso para saber mais sobre a Espondilite Anquilosante? Continue lendo e descubra tudo sobre essa doença, desde os sintomas até possíveis tratamentos.

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que, com o tempo, pode provocar a fusão de alguns dos pequenos ossos da coluna vertebral (vértebras).
Espondilite significa inflamação da coluna, e Anquilosante significa a fusão, ou solda, de dois ossos em um só. Esta fusão torna a coluna menos flexível e pode resultar numa postura curvada para a frente, causando outros problemas, como dificuldade na respiração.
Essa postura curvada e falta de flexibilidade na coluna acontecem, pois a doença afeta os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e outras articulações, como: quadris, ombros e outras regiões.

Esse tipo de complicação está relacionada ao próprio sistema imunológico do corpo, fazendo com que ele ataque as próprias células e tecidos saudáveis, como se fossem invasores. É uma doença auto-imune.
As causas da doença ainda são desconhecidas, mas como já dissemos anteriormente, sabe-se que espondilite anquilosante ocorre quando o sistema imunológico do corpo passa a atacar suas próprias articulações.
O que se pode dizer é que as pessoas que possuem um gene chamado HLA-B27 apresentam um risco maior de desenvolver espondilite anquilosante. No entanto, apenas algumas pessoas com este antigénio desenvolvem a doença.
Normalmente, as articulações entre os ossos da coluna e/ou as articulações entre a coluna e o quadril (articulações sacroilíacas), são os primeiros alvos desses ataques.
Segundo especialistas, a doença é cerca de 300 vezes mais frequente em pessoas que possuem um determinado grupo sanguíneo de glóbulos brancos, denominado HLA-B27.
Praticamente, 90% dos pacientes brancos com espondilite anquilosante são HLA-B27 positivos.
Mesmo sem uma causa comprovada, a teoria mais aceita é de que a doença possa ser desencadeada por uma infecção intestinal em pessoas geneticamente predispostas, portadoras do HLA-B27.
O sintoma mais frequente da espondilite anquilosante é a dor lombar inflamatória, mas a doença pode começar nas articulações periféricas, ocorrendo raramente com iridociclite aguda (irite ou uveíte anterior).
Os sintomas são dores na coluna que surgem de modo lento ou insidioso durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia. A dor persiste por mais de três meses, melhora com exercício e piora com repouso.
Alguns pacientes se sentem globalmente doentes, isto é, cansados, perdem apetite e peso, podendo ter anemia.
A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda.
Dores nos calcanhares, na inserção dos tendões, as entesites, são comuns.
A espondilite anquilosante é mais facilmente diagnosticada por médicos reumatologistas e ortopedistas especializados na coluna. Normalmente, seu diagnóstico é baseado no histórico do paciente, conjunto de sintomas descritos por ele (dor nas nádegas e dor nas costas) e exames físicos.
Durante o exame físico, geralmente examina-se as costas e procura-se por espasmos musculares, focando na postura e na mobilidade, examinando também outras partes do corpo para encontrar outras evidências.
Já com todas essas informações, são pedidos exames sanguíneos, aliados a exames de imagem (raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) das articulações sacroilíacas, da coluna e das juntas afetadas para confirmar o diagnóstico.

Como a espondilite anquilosante não tem cura, o objetivo do tratamento da doença é retardar a progressão, aliviar a dor, a rigidez da coluna e prevenir ou atrasar o desenvolvimento de complicações e deformidade espinhal.
A prescrição de medicamentos (remédios) anti-inflamatórios não esteróides (AINes) como indometacina, ibuprofeno e naproxeno, ajudando a maioria das pessoas que têm espondilite anquilosante, pois conseguem controlar a dor e a inflamação das vértebras ou articulações.
Quando os medicamentos anti-inflamatórios não esteróides já não proporcionam alívio suficiente, o médico especialista pode prescrever fármacos mais fortes. Corticosteróides são frequentemente prescritos nestes casos, porque são medicamentos que permitem obter uma boa resposta na redução da inflamação.
Outro tipo de medicação frequentemente prescrita são os inibidores do fator de necrose tumoral (TNF) que podem bloquear os gatilhos de inflamação no corpo. Estes medicamentos podem aliviar a dor articular e a rigidez.
A fisioterapia constitui uma parte importante do tratamento da espondilite anquilosante e pode fornecer uma série de benefícios, designadamente, o alívio da dor para melhorar a força e flexibilidade das articulações.
Por exemplo, fazer exercícios de amplitude de movimento e alongamentos podem ajudar a manter a flexibilidade nas articulações e preservar uma boa postura.

A grande maioria das pessoas com espondilite anquilosante não precisa de cirurgia. No entanto, o médico especialista pode recomendar a cirurgia se o doente apresentar alterações que o justifiquem, por exemplo, caso a articulação do quadril se encontre tão danificada que precise de ser substituída (artroplastia do quadril).
Da mesma forma, a osteotomia pode vir a ser realizada em pessoas com má postura causada por ossos fundidos. Durante a operação, o cirurgião corta e realinha os ossos da coluna vertebral de modo a corrigir ou atenuar a deformidade decorrente da espondilite anquilosante.
Pacientes com espondilite frequentemente apresentam dor nas sacroilíacas. Procedimentos como a infiltração e a rizotomia desta articulação podem ser úteis no controle da dor nestes pacientes.
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!