

Geralmente dentro da normalidade, ossos danificados ou quebrados se curam com o tempo, formando um novo tecido ósseo e conectando as partes danificadas do osso. Porém, se o osso danificado não cicatrizar, ele é chamado de não-união, ou pelo termo científico “pseudoartrose“, que se refere à formação de um osso falso devido à cura inadequada. No caso da coluna, chamamos de pseudoartrose da coluna.
Em outras palavras, a pseudoartrose se trata de uma falha no processo de regeneração, ou consolidação, de um osso quebrado, impedindo a recuperação completa e bem sucedida.
Para saber mais detalhes sobre a pseudoartrose da coluna, quais as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, continue a leitura.

A pseudoartrose ocorre quando o procedimento de fusão espinhal é mal sucedido.
A fusão espinhal trata-se de um tipo de cirurgia na coluna para tratar vários tipos de problemas, incluindo algumas principais, como: correção de curvas graves de escoliose, problemas de disco, fraqueza ou instabilidade na coluna vertebral (que pode ser infecção ou tumor).
O principal foco de uma fusão espinhal é reduzir a dor e melhorar a função. Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a fusão espinhal é essencialmente um processo de soldagem. A ideia é unir as vértebras vizinhas e doloridas e, com o tempo, permitir que elas se fundam em um único osso sólido, sendo que todas as fusões da coluna devem envolver a colocação de algum tipo de osso, podendo ser sintético ou da própria pessoa.
Saiba mais sobre os tipos de cirurgia de coluna:
Quando ocorre uma fratura, o corpo que é um sistema muito eficiente, inicia seu trabalho para solucionar o problema. Quando se trata de uma ruptura de osso, os mecanismos de irrigação sanguínea óssea (vasos) também se rompem. A partir disso, surge um hematoma que sinaliza o começo do processo de formação do calo ósseo que, por sua vez, irá religar os fragmentos danificados.
Quando esse processo não ocorre de maneira natural e bem sucedida, configura-se uma pseudoartrose, como já mencionado anteriormente.
A razão do organismo e do tecido ósseo não cicatrizar bem os ossos que não curam, podem ser:
A pseudoartrose é considerada uma complicação grave da cirurgia de fusão lombar, prejudicando a estabilidade e o fluxo sanguíneo do osso.
Alguns fatores de risco da pseudoartrose incluem:
É importante ressaltar que, uma vez controlado os fatores de risco, há uma grande chance de impedir o desenvolvimento de uma pseudoartrose.
A não-união, ou pseudoartrose, pode causar dores similares aos do momento da fratura, além de inchaço, deformidade e mobilidade anormal. A dor pode persistir após nove meses a um ano de cirurgia, podendo ser uma dor contínua ou estar associada a movimentos da coluna.
O tempo de cicatrização de cada fratura é muito singular, e depende da gravidade dela, do estado de saúde do paciente, do local e de vários outros fatores.
Por isso, é importante que o médico especialista acompanhe a evolução da cicatrização para identificar eventuais problemas.
Mas, no geral, se por volta do terceiro mês a pessoa tem sintomas parecidos com os do momento da fratura, como dor local, inchaço, hematomas, deformidades e mobilidade anormal, isso pode ser sinal de que a cicatrização não vai bem.
Se houver suspeita de pseudoartrose, é necessário que haja uma avaliação médica dos sintomas, da saúde da pessoa e da própria fratura, com exames clínicos e radiológicos para avaliar a cicatrização.
O diagnóstico deverá ser realizado por um ortopedista especialista em coluna após constatado dor no local da cirurgia, lacuna persistente sem osso sobre o local da cirurgia ou progresso inadequado ou inexistente na consolidação óssea.
Além disso, exames clínicos de imagem irão confirmar a falta de progresso na recuperação óssea, como exames de raio x, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética.
Em casos raros, exames de sangue podem ajudar a determinar a causa da formação óssea (deficiência e alteração metabólica), como infecção e outras condições que retardam a cicatrização óssea, como diabetes e anemia.
O tratamento da pseudoartrose compreende abordagens não-cirúrgicas e cirúrgicas, das quais o seu médico especialista irá indicar o mais apropriado para cada caso.
O tratamento não cirúrgico é o mais comum nos Estados Unidos, fazendo uso de um estimulador ósseo, um pequeno dispositivo que fornece ondas eletromagnéticas ultrassônicas ou pulsadas, para estimular o processo de cicatrização. Uso de imobilização (coletes) e medicações para estímulo de crescimento ósseo.
A abordagem cirúrgica é recomendada somente se abordagens tradicionais falharem nos resultados de melhoria. A opção cirúrgica disponível para a não-união inclui a colocação de enxerto ósseo ou substituto de enxerto ósseo (sintético), e o aumento da estabilidade da fixação cirúrgica (parafusos e cages).
Também deve-se realizar exames de sangue e corrigir possíveis déficits de vitamina D e checar o metabolismo do cálcio e se necessário fazer uso de medicamentos específicos do metabolismo ósseo para fornecer estabilidade ao local da cirurgia.
A melhor forma de promover a artrodese é utilizar osso do próprio paciente (enxerto autólogo). Na região lombar a fusão interssomática (no local do disco) é a que apresenta a maior taxa de consolidação óssea, diminuindo o risco de falha de fusão (pseudoartrose).
Abaixo veja imagens ilustrando as duas técnicas: ALIF (técnica anterior sem parafusos) e o TLIF (técnica posterior com parafusos).

Técnica ALIF

Técnica TLIF
E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
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👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!