

A coluna vertebral é o eixo central do esqueleto humano, ou seja, é a estrutura mais importante para o equilíbrio e movimento do nosso corpo, e por sua versatilidade, ela pode estar exposta a diversos problemas, podendo ou não ser congênita, e que podem causar certas deformidades na coluna vertebral.
Existem diversos tipos de deformidades da coluna vertebral, mas dentre as principais e mais recorrentes podemos citar a cifose, a lordose e a escoliose.
Continue a leitura e entenda mais sobre as principais deformidades da coluna, quais os tratamentos, qual a gravidade, quais os sintomas e entre outras dúvidas.
As deformidades da coluna vertebral são definidas como desvios do alinhamento normal da coluna que excede mais de 10 graus quando é observado o paciente de frente ou perda das curvaturas normais da coluna vista de lado. Pode haver também desvio lateral do tronco ou postura, tipo corcunda, com flexão anterior do tronco.
As deformidades da coluna têm um grande impacto na qualidade de vida, e seus sintomas podem variar entre dor na coluna e incapacidade funcional. Por isso, é fundamental buscar por um médico especialista em coluna para se obter um diagnóstico assertivo e a prescrição dos tratamentos mais adequados.

Dentre as principais deformidades, podemos citar:
Escoliose é uma curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras, e afeta cerca de 3% dos brasileiros.
Casos leves podem não afetar a vida diária. Mas os casos graves podem ser dolorosos e limitar as atividades cotidianas. A condição não decorre de maus hábitos posturais, ao contrário, é a curva da coluna própria da escoliose que, em muitas situações, é responsável pela má postura, já que esse tipo de desvio pode provocar alterações em todo o corpo.
De acordo com a idade em que se manifesta, a escoliose sem causa definida pode ser de três tipos diferentes: infantil (acomete a criança no primeiro ano de vida), juvenil (manifesta-se aos cinco ou seis anos) e adolescente (a partir dos dez anos). Saber em que momento surgiu a deformidade, é importante para definir o padrão e o prognóstico da doença, a fim de selecionar o tratamento mais adequado para cada caso.
Saiba mais sobre Escoliose:
O termo cifose não é propriamente uma doença, mas uma leve curva para a frente (plano sagital) da coluna, algo natural e observado em todas as pessoas.
Portanto, cifose é apenas a descrição de um tipo de curvatura. Quando ela é acentuada demais, mais especificamente acima dos 45 graus, aí sim, estamos diante de uma patologia que é chamada de hipercifose.
Saiba mais sobre Cifose:
A coluna vertebral possui curvaturas por toda sua extensão, desde a região cervical até a sacrococcígea. Nas regiões cervical e lombar, essa curvatura é chamada de lordose.
A lordose na região cervical pode variar de 20º a 40º graus, já na região lombar pode variar entre 40º e 60º graus, sendo esses valores considerados normais. A lordose passa a ser considerada uma deformidade quando atinge um ângulo superior a 40° na coluna cervical ou está acima de 60° na coluna lombar, passando a chamar-se hiperlordose, que pode estar associada a uma anteversão pélvica, no caso da lombar, ou uma projeção da cabeça, na cervical.
Na grande maioria dos casos, a condição é associada ainda à cifose e escoliose, dificilmente se manifestando sozinha. Sua principal causa é a má postura.
Saiba mais sobre Lordose:
A lombalgia, ou dor lombar crônica, acomete cerca de 2 milhões de brasileiros ao ano, isto é, mais de 90% das pessoas sofrem com esse tipo de problema durante a vida, sendo uma das mais importantes causas de afastamento do trabalho.
A principal causa da dor lombar crônica é de origem muscular. As dores podem ser provocadas por esforços físicos realizados de maneira incorreta ou exagerada, como carregar peso em excesso, estar com sobrepeso ou permanecer em postura incorreta ao sentar, deitar ou andar.
No entanto, a lombalgia também pode ser originada por falta de exercício físico, inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, degeneração de alguma articulação e até por problemas emocionais.
Saiba mais sobre Lombalgia:
É quando a camada externa do disco (anel fibroso) se abriu, fazendo com que o líquido interno (núcleo pulposo) se extravase e force os nervos ao redor na coluna. Mas nem toda doença no disco é uma hérnia discal.
A coluna vertebral é composta de muitas estruturas anatômicas diferentes, incluindo músculos, ossos, ligamentos e articulações. Cada uma dessas estruturas tem terminações nervosas que podem detectar problemas dolorosos quando estes ocorrerem.
Por ser um problema mais comum e recorrente em pessoas com idade mais avançada, as dores e sintomas mais comuns causados por uma hérnia de disco são problemas, em sua maioria, para os adultos.
Saiba mais sobre Hérnia de Disco:
Tais alterações anatômicas que mencionamos nos tipos de deformidades anteriormente são consideradas patológicas quando há redução ou aumento acentuado de uma ou mais curvaturas, o que compromete o alinhamento da coluna e prejudica o bom desempenho de suas múltiplas funções.
E é importante ressaltar que, qualquer desvio numa região da coluna vertebral pode provocar modificações nos outros segmentos para compensar a alteração e garantir o equilíbrio.

A causa da maior parte das deformidades, quando nos referimos aos desvios patológicos da coluna vertebral, é idiopática, ou seja, sua origem é desconhecida.
Nos casos em que é possível determinar a causa, os desvios anormais da coluna podem ter explicação genética ou, então, serem provocados por anomalias congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Podem, ainda, estar associados a alterações ósseas, musculares ou neurológicas do organismo. Entre elas, vale destacar hábitos de postura inadequada, traumatismos, tumores, obesidade, atividade física imprópria, vida sedentária, tabagismo e entre outros.
O diagnóstico é feito por um médico especialista em coluna que se baseia em um exame clínico minucioso, com o paciente de frente, de costas e de perfil, assim como nos achados dos exames de raios X da coluna.
Além de registrar a ocorrência de desvios no alinhamento da coluna vertebral, a radiografia permite medir o grau das curvaturas e identificar lesões que afetam os discos e as articulações, assim como visualizar sinais de fraturas, luxações ou tumores nessa região do corpo.
Quando há casos sugestivos de deformidades, torna-se necessário recorrer à tomografia computadorizada e à ressonância magnética para definir o diagnóstico e seguir com o tratamento adequado.
Especificamente no que se refere à escoliose, o teste de Adams (a flexão do tronco para frente e para baixo deixa visível a curvatura e a giba) tem-se mostrado bastante útil para o diagnóstico precoce da escoliose idiopática do adolescente (EIA), doença que se manifesta na infância e adolescência. Realizado em poucos minutos, esse exame permite identificar desvios anormais no alinhamento da coluna e assimetrias no tronco (um lado das costas é mais alto do que o outro) ligados à rotação vertebral e à presença da gibosidade.

É importante saber que alguns desvios patológicos de coluna são assintomáticos. Quando os sinais da doença se manifestam, em geral, o tratamento é conservador e leva em consideração as peculiaridades de cada caso no que se refere à idade do paciente, ao grau e padrão da curvatura, às características da deformidade instalada, à intensidade da dor.
O objetivo do tratamento é interromper a progressão do transtorno, recuperar as funções da coluna vertebral e aliviar os sintomas. Se for possível identificar a causa do distúrbio, a atenção deve voltar-se também para o controle dessa causa. Por exemplo, em casos de obesidade, é imprescindível que o paciente se comprometa a uma rotina mais saudável a fim de perder peso.
Em geral, o tratamento conservador inclui técnicas de:
O tratamento conservador não exclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, tais como paracetamol, aspirina, ibuprofeno, dipirona, diclofenaco de sódio quando a deformidade está associada a dor.
Em casos de cirurgia para correção e estabilização da coluna vertebral, esta só é recomendada para pacientes em situações especiais. Na escoliose, por exemplo, ela só representa uma opção para corrigir a deformidade, quando o desvio é superior a 50º, quando há dor ou compressão de nervos ou comprometimento da função pulmonar.
A prevenção principal é observar assimetrias na bacia e costelas nas crianças e adolescentes, especialmente se possuem parentes com tais deformidades, haja visto a carga genética destas doenças. Diagnosticar mais rapidamente e tratar precocemente as deformidades é a melhor maneira de se evitar a progressão e uma eventual cirurgia corretiva.
É também no período da infância que os cuidados com a coluna vertebral devem se iniciar, pois a criança precisa ser estimulada, no dia a dia, a desenvolver uma consciência corporal e um hábito de praticar exercícios e se alimentar adequadamente. Quando adquiridos esses hábitos, o ideal é que sejam mantidos a vida inteira.
Para tanto, é fundamental:
Resumidamente, praticar exercícios físicos, alimentar-se equilibradamente, ter cuidado com movimentos ou quedas bruscas e evitar o sobrepeso são as melhores formas de evitar os desvios na coluna, ou seja, deformidades da coluna vertebral.

E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:
👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer
👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas
👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna
👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!