

Criança com dor nas costas tem sido um diagnóstico muito frequente, e suas causas podem variar bastante.
A maioria dos pais não espera que crianças saudáveis se queixem de dores nas costas – um problema que a maioria das pessoas geralmente associam como uma doença dos anos de meia idade ou mais.
A dor nas costas ocorre comumente em crianças e adolescentes, afetando até 50% das crianças até a idade de 18 a 20 anos, e as razões podem ser por maiores taxas de obesidade, maior intensidade em atividades esportivas durante todo o ano e aumento do peso das mochilas usadas pelos jovens estudantes em período escolar.
Embora a dor nas costas possa ser sinal de um problema mais preocupante, especialmente em crianças menores de 10 anos, a maioria dos episódios de dor nas costas em crianças não é grave e desaparece sem tratamento.
Continue a leitura e saiba mais informações sobre as causas de criança com dor nas costas, quais as principais prevenções e quando é necessário examinar mais detalhadamente o seu filho para tratamentos mais efetivos.
A causa mais comum de dor lombar em crianças é distensão muscular e tensão. Isso pode ocorrer durante um jogo, brincadeira, carregando uma mochila pesada ou após uma queda.
Normalmente, é na fase escolar que as dores nas costas começam a aparecer nas crianças e adolescentes, devido ao fato de levarem livros ou cadernos pesados na mochila. Além disso, passar muito tempo sentado jogando jogos ou estudando, em uma postura inadequada, também pode causar quadros de dor.
É importante ressaltar que o sedentarismo e a obesidade também podem contribuir para o problema.
Causas menos comuns incluem anormalidades nos ossos da coluna vertebral (vértebras), infecções, artrite e, raramente, câncer.
Veremos com mais detalhes as causas mais comuns a seguir:
Cerca de dois terços de todas as crianças queixam-se de dor nas costas, sendo lesões musculares, ligamentares, lesões por uso excessivo, problemas de postura e mau condicionamento dos músculos da coluna.
Na maioria das vezes, imagens, incluindo raios-x, tomografias e ressonâncias magnéticas não são úteis para fazer esse diagnóstico, e esses testes geralmente não são necessários, a menos que existam alguns sinais de alerta diagnosticados pelo médico especialista.
Geralmente, crianças com dor muscular nas costas responderão ao repouso e modificações nas atividades. Muitos tratamentos podem proporcionar alívio transitório e, embora os efeitos em longo prazo dos tratamentos sejam discutíveis, geralmente são seguros. Esses tratamentos podem incluir fisioterapia, tratamento quiroprático, programas de alongamento (yoga) ou tratamento de massagem.

Na maioria das vezes, as fraturas de estresse na coluna vertebral ocorrem em adolescentes, e esses adolescentes podem nunca saber que ocorreu uma lesão. Ao longo do tempo, sinais da fratura de estresse podem aparecer.
O tipo mais comum de fratura de estresse espinhal é chamado de espondilólise, uma lesão no osso na parte posterior da coluna vertebral. Esta lesão ocorre mais frequentemente em adolescentes que fazem esportes envolvendo hiperextensão repetitiva (dobrando para trás) da coluna vertebral, como ginastas, mergulhadores e praticantes de artes marciais.
Caso a fratura de estresse ocorra em ambos os lados da coluna vertebral, isso pode causar instabilidade da coluna, ou uma condição chamada espondilolistese, também chamada de “deslizamento” da coluna vertebral.
As fraturas de estresse podem deixar as crianças e os pais nervosos, já que essas lesões normalmente não curam e podem causar sintomas na adolescência e na idade adulta jovem.
No entanto, as crianças e adolescentes com diagnóstico de espondilólise são tratados inicialmente de forma não cirúrgica e, na verdade, muitos melhoram com tratamentos menos invasivos.
A cirurgia é geralmente reservada para aqueles que sofrem de dor persistente, mesmo após tratamento não cirúrgico, ou aqueles com escorregamento severo que levam à perda do alinhamento da coluna vertebral e desvio do eixo sagital.
Estudos de longo prazo mostram que a chance de ter dor nas costas na idade adulta é inalterada pela presença de uma fratura de estresse na infância. Ou seja, a chance de desenvolver dor nas costas na idade adulta é pouco alterada por ter espondilólise quando criança.
As hérnias de disco são muito menos comuns em crianças do que em adultos, mas podem ocorrer e podem causar sintomas graves.
Quando ocorre uma hérnia de disco da coluna vertebral, a almofada macia entre duas vértebras é rompida. Este material de disco é forçado a sair do seu espaço normal e pode empurrar contra os nervos e a medula espinhal.
Os sintomas de uma hérnia de disco podem incluir dor nas pernas, entorpecimento e formigamento nas pernas, fraqueza das extremidades inferiores e dificuldade em dobrar ou endireitar a coluna vertebral. Os testes de RNM (Ressonância Nuclear Magnética) podem ser úteis para diagnosticar uma hérnia de disco, pois os raios-x normalmente são normais.
Em crianças, o material de disco normal é flexível e elástico – tem uma capacidade muito melhor de suportar forças incomuns na coluna vertebral. À medida que envelhecemos, o disco perde sua elasticidade e flexibilidade, e pode se tornar propenso à ruptura. No entanto, mesmo na população mais jovem, os discos podem se romper devido a forças excessivas (lesões traumáticas) ou a uma estrutura anormal do disco e causar esses sintomas de hérnia.
Na maioria das vezes, as hérnias de disco podem ser gerenciadas sem uma cirurgia, mas crianças e adolescentes com dor ou sinais intensos de lesão nervosa significativa podem se beneficiar de um procedimento cirúrgico para aliviar a pressão sobre o nervo.
Neste caso, o problema é de origem óssea. A escoliose acontece quando a coluna está em uma curvatura anormal, acima de 10 graus.
A escoliose em crianças pode prejudicar suas atividades do cotidiano, causando dores e desconforto. Por isso, quanto antes diagnosticada, maiores as chances de sucesso no tratamento.
Algumas das preocupações das pessoas com dor nas costas incluem saber quando o problema pode ser mais grave do que uma simples tensão, e saber quando os testes de imagem especializados podem ser úteis.
Para isso, é importante conhecer os sinais de alerta de quando uma dor nas costas em uma criança ou adolescente pode ser algo mais grave. Veja abaixo:
Estes sinais de alerta não significam necessariamente que existe um problema mais grave, no entanto, eles são um bom parâmetro para determinar se é necessário prosseguir a avaliação. Por exemplo, a dor nas costas muscular pode persistir por meses, no entanto, se os sintomas estiverem acontecendo por várias semanas, é melhor garantir que o diagnóstico seja claro com o seu médico especialista.
Embora existam sérias causas de dor nas costas, a grande maioria das crianças com dor nas costas apresenta sintomas que resultam de lesões musculares ou ligamentares, sem qualquer anormalidade estrutural.

É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito por um médico ortopedista. Além de avaliar o histórico e sintomas do paciente, podem ser solicitados exames de imagem ou exames de sangue, para descartar outros diagnósticos.
O tipo de tratamento irá variar de acordo com o diagnóstico e causa da dor nas costas, sendo assim, definido pelo médico especialista.
Portanto, é importante ensinar a criança a adotar alguns hábitos e cuidados de prevenção desde cedo, tais como: praticar atividade física, ter cuidado com a postura ao praticar exercícios, ter cuidado com a postura ao sentar-se na cadeira, ao agachar para pegar algo no chão, e também cuidar com o excesso de peso na mochila e a altura do travesseiro.
Dessa forma, é essencial levar a criança a um ortopedista ao notar a queixa recorrente de dores nas costas. Esse especialista irá indicar o diagnóstico e o tratamento mais adequado e eficaz, de acordo com os sintomas e histórico do paciente.
Se o seu filho tem dor nas costas, mas não tem nenhum dos sinais de alerta conforme mencionamos acima, é razoável experimentar alguns tratamentos caseiros inicialmente, como:
Apesar de não haver evidência forte para isso, nossa opinião é de que:
Até 5 anos, o ideal é que a criança carregue apenas a lancheira e a mochila. A partir dessa idade, a melhor opção dependerá da rotina e do conforto do seu filho.
Se a escola tem lances de escada, prefira os modelos com duas alças largas. Neste caso, escolha uma de acordo com o tamanho da criança, que tenha encosto maleável e divisórias para ajudar na distribuição do peso.
Outra alternativa é a mala de rodinhas. Mas, atenção: ela pode até aliviar as costas, mas sobrecarrega um único braço, portanto, é importante alterná-los ao arrastá-la. Seja qual for a opção escolhida, o peso não deve ultrapassar 10% da massa corporal da criança – o que significa que, se ela tem 40 quilos, a mala deve pesar, no máximo, quatro. Aproveite para estimular a organização: incentive-o a planejar e checar quais materiais serão usados em tal dia.
Hoje não mais acreditamos na teoria de postura correta, e sim, na troca constante e periódica da postura ao longo das tarefas diárias, e na manutenção de força muscular e mobilidade articular através da prática regular de atividade física voltada para a idade. Mas é plausível que se a criança se cercar de ambiente ergonômico e confortável ela tenha menos dor. Desta forma, orientamos que ela precisa se sentar em uma cadeira confortável com altura de monitor de tela ou base da mesa ou escrivaninha adequada aos ombros e cotovelos.
Não ficar na mesma postura por tempo prolongado, seja ela “incorreta” ou “correta”, vai fazer com que seu filho evite episódios de dor! Ou seja, estimule seu filho a trocar de posição ao longo dos estudos, e realizar pausas periódicas para se alongar e andar (para ir tomar água, por exemplo). Certamente o estudo será mais produtivo e provocará menos dor..
Sim. Pesquisadores da Universidade de Utah (EUA) analisaram dados de mais de 1 milhão de moradores do estado que dá nome à instituição e verificaram que, quem sofria com dor nas costas, tinha, ao menos, um parente com o mesmo histórico.
Os riscos aumentavam quando esses familiares eram de segundo ou terceiro graus. Em elos diretos, como pai, mãe ou irmãos, as chances cresciam mais de quatro vezes.
Apesar de raras, dores causadas por “má postura” durante o sono podem surgir. Crianças possuem maior flexibilidade e maior tolerância a posturas menos usuais. Mas é plausível que aconselhamos o uso de travesseiros mais ajustados a elas.
Para escolher um bom travesseiro, faça o teste: deite a criança de lado e veja se o modelo deixa o pescoço, a cabeça e a coluna alinhados. Sim? Pode levar!
Já os colchões mais indicados são os de espuma, ainda que firmes. A densidade varia de acordo com o peso e a altura da criança – até os 3 anos, por exemplo, a mais adequada é a 18 (D18). Até 50 kg, a recomendada é a D23.
E em caso de dor na coluna e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.
Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:
👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer
👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas
👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna
👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha
Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.
EXCELENTE Com base em 303 avaliações Publicado em Google Érica04/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Procuramos Dr Henrique num momento de crise de dor do meu pai. Nunca havia visto meu pai com tanta dor como naquela circunstância e ele soube brilhantemente conduzir o caso. Confiamos nas condutas dele, mesmo tementes diante de tanta dor, seguimos suas orientações e a melhora aconteceu… Foi incrível!!! Foi a melhor escolha que fizemos! Muito obrigada Dr Henrique. Vc é um excelente profissional! Toda minha família recomenda seus cuidados com certeza!Publicado em Google Geovana AJ01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. O Dr Henrique é muito atencioso e que me passa enorme confiança. Ele conduziu de forma excelente o meu caso da hérnia qual agora já estou curada, graças a Deus. Obrigada Dr!Publicado em Google Joao Gabriel Maia01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Profissional atencioso, muito atento as minhas queixas e desconfortos. Procurou entender com muita atenção todos os detalhes de minha rotina, e orientou como eles poderiam influenciar no tratamento.Publicado em Google Leandro Mendes01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo profissional especialista em Coluna,Publicado em Google Thiago Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Dr. Henrique, você é simplesmente incrível! Cuidar da coluna não é tarefa fácil, mas você faz parecer simples com tanta segurança, paciência e atenção. Dá pra ver que você realmente ama o que faz e isso faz toda a diferença pra quem tá sentindo dor e procurando ajuda.Publicado em Google Betinha Martins01/10/2025Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo!