

As fraturas vertebrais por osteoporose são uma das complicações mais comuns e silenciosas dessa doença óssea. Muitas vezes passam despercebidas, mas podem causar dor crônica, perda de altura e deformidades na coluna.
Entender como essas fraturas ocorrem, seus mecanismos e fatores de risco é essencial para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. Continue lendo para saber mais!

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade e da qualidade do osso, tornando-o mais frágil e suscetível a fraturas. Ela ocorre quando há um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, com predominância da perda de massa óssea. É mais comum em:
As fraturas vertebrais acontecem quando um ou mais corpos vertebrais da coluna sofrem colapso parcial ou total. Na osteoporose, esse colapso pode ocorrer sem trauma significativo, apenas com atividades cotidianas como:
– Levantar objetos leves;
– Sentar-se abruptamente;
– Tossir ou espirrar com força.
As fraturas vertebrais estão associadas principalmente à perda de massa óssea progressiva, ao envelhecimento, à menopausa precoce, ao sedentarismo, à deficiência de cálcio e vitamina D, ao uso prolongado de corticoides, além do tabagismo e do consumo excessivo de álcool. Esses fatores comprometem a qualidade do osso e aumentam o risco de fraturas mesmo sem traumas significativos.
Na osteoporose, o osso vertebral perde sua arquitetura interna, especialmente o osso trabecular, que é responsável por absorver impactos. Isso reduz drasticamente a resistência da vértebra à compressão.
Antes da fratura evidente, ocorrem microfraturas internas que enfraquecem gradualmente o corpo vertebral. Com o tempo, pequenas sobrecargas do dia a dia são suficientes para causar o colapso ósseo.
O tipo mais comum é a fratura por compressão, na qual a vértebra “amassa”, assumindo formatos como:
– Cunha (mais comum, com perda da altura anterior);
– Biconcava;
– Colapso completo.
Esse processo altera a biomecânica da coluna e aumenta o risco de novas fraturas.
Uma fratura vertebral aumenta em até cinco vezes o risco de novas fraturas, pois:
– Muda a postura;
– Desloca o centro de gravidade;
– Aumenta a sobrecarga sobre vértebras adjacentes.
As fraturas osteoporóticas ocorrem com mais frequência em:
Coluna torácica média (T7–T9)
Transição toracolombar (T12–L2)
Essas áreas sofrem maior estresse mecânico durante os movimentos diários.

Nem todas as fraturas causam dor imediata. Quando presentes, os sintomas incluem:
Em muitos casos, a fratura só é descoberta em exames de imagem de rotina.
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica associada a exames de imagem. A densitometria óssea é o principal exame para confirmar a osteoporose. As radiografias da coluna permitem identificar fraturas vertebrais, enquanto a ressonância magnética é útil para diferenciar fraturas recentes das antigas e avaliar inflamação ou comprometimento neurológico.
O tratamento conservador das fraturas vertebrais por osteoporose é a primeira opção na maioria dos casos e inclui:
Esse tipo de tratamento visa aliviar os sintomas, promover a recuperação funcional e prevenir novas fraturas, sendo eficaz para grande parte dos pacientes.
Sim, a cirurgia pode ser indicada em casos selecionados, principalmente quando há dor intensa e persistente que não responde ao tratamento conservador, instabilidade da coluna ou prejuízo funcional significativo. A decisão depende da gravidade dos sintomas, do número de vértebras acometidas e das condições clínicas do paciente.
Os procedimentos cirúrgicos indicados para o tratamento das fraturas vertebrais por osteoporose incluem:
O pós-operatório geralmente é rápido e bem tolerado, com melhora significativa da dor em curto prazo. A maioria dos pacientes retorna às atividades gradualmente, seguindo orientações médicas e fisioterápicas. É fundamental manter o tratamento da osteoporose, com uso de medicações específicas, suplementação de cálcio e vitamina D, prática de exercícios orientados e mudanças no estilo de vida para prevenir novas fraturas.
O diagnóstico precoce da osteoporose e das fraturas vertebrais é fundamental para evitar novas fraturas, reduzir a dor e a incapacidade funcional e preservar a qualidade de vida do paciente, permitindo intervenções antes que ocorram complicações mais graves. Para essa identificação, exames como a densitometria óssea, que avalia a densidade mineral dos ossos, além de radiografias e da ressonância magnética, são essenciais para detectar fraturas já existentes, mesmo quando ainda não há sintomas evidentes.
As fraturas vertebrais por osteoporose ocorrem principalmente devido ao enfraquecimento progressivo do osso, levando ao colapso das vértebras mesmo sem traumas importantes. Por serem frequentemente silenciosas, representam um grande desafio clínico. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da osteoporose são essenciais para reduzir complicações, dor e perda funcional.
O Dr. Henrique Noronha é ortopedista, especialista em cirurgia da coluna e intervenção da dor. Atua com técnicas minimamente invasivas para aliviar a dor, recuperar função e melhorar a qualidade de vida de quem convive com problemas na coluna.