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    Cirurgia de coluna: Tire todas as suas dúvidas e conheça os principais tipos!

    A cirurgia de coluna vem evoluindo bastante ao longo dos anos, e atualmente as principais técnicas utilizadas têm como objetivo minimizar ao máximo as agressões ao corpo do paciente – técnica esta que chamamos de cirurgia minimamente invasiva da coluna.

    A tendência moderna de provocar a menor lesão possível aos tecidos e estruturas da coluna vertebral para alcançar o local a ser tratado se dá por conta de uma grande preocupação em como as áreas operadas irão se comportar futuramente.

    Neste artigo você terá as principais dúvidas respondidas sobre cirurgia de coluna, quais os tipos, riscos, quais os procedimentos de pré e pós operatório e muito mais. Continue a leitura.

    Quais os casos podem levar a uma cirurgia de coluna?

    Em meio a inúmeros diagnósticos para dor na coluna, 80% dos casos são tratados por opções clínicas, não necessariamente através de cirurgia. Porém, há casos mais extremos que precisam ser tratados por meio cirúrgico para garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente, sendo alguns deles:

    • Espondilolistese;
    • Hérnia de Disco;
    • Cisto facetário
    • Fraturas e luxação na coluna;
    • Estenose;
    • Escoliose;
    • Lordose;
    • Cifose;
    • Tumor.
    • Flatback;

    Dentre esses diagnósticos, existe uma gama de tratamentos conservadores antes da cirurgia. Cada situação clínica deve ser individualizada e pode requerer um procedimento diferente pelo médico.

    Portanto, ressaltamos a importância de conversar com um profissional especializado para entender qual o melhor tratamento em seu caso antes mesmo de realizar a cirurgia.

    Quando a cirurgia de coluna é indicada?

    Existem indicações bem específicas quando se trata de cirurgia de coluna, pois é uma técnica para tratar de apenas casos que não apresentaram resultados satisfatórios às medidas conservadoras.

    A boa notícia é que a maioria dos problemas de coluna atualmente, graças a técnicas cada vez mais avançadas na medicina, apresentam uma boa evolução com o tratamento clínico (não cirúrgico). Um exemplo disso é o que demonstra a estatística: de 80 a 90% das pessoas com problemas na coluna vertebral melhoram com tratamento conservador em até 6 semanas, sob orientação médica.

    O médico especialista em coluna é fundamental para determinar todas as opções terapêuticas, benefícios e possíveis riscos.

    Quando essa melhora por meio de tratamentos clínicos não acontece, ainda pode se esgotar as possibilidades e tentar outros tratamentos conservadores, caso não haja déficit neurológico, infecções ou emergências. Em casos recorrentes, com limitação funcional ou urgência neurológica, algum procedimento cirúrgico pode ser necessário.

    Quais são os tipos de cirurgia de coluna? 

    Há uma grande variedade de diagnósticos quando se trata de dor na coluna. E a escolha do tratamento pode variar conforme o objetivo, se é amenizar a dor ou corrigir a postura causada por alguma doença da região, por exemplo.

    O tipo de cirurgia de coluna também irá depender da região acometida e do quadro de saúde do paciente. De forma geral, estes são os tipos de cirurgia para as mais diversas condições que acometem a coluna vertebral:

    Tipos de cirurgia de coluna: Endoscopia

    A endoscopia é uma das técnicas minimamente invasivas de acesso à coluna vertebral, com incisões mínimas e até mesmo percutâneas, onde uma pequena cânula de 8mm é introduzida e através de uma microcâmera de alta resolução é possível tratar as mais variadas condições, como hérnia de disco, estenose, cistos, pinçamentos do nervo, entre outros. A alta geralmente é precoce, no mesmo dia.

    Tipos de cirurgia de coluna: Infiltrações, Injeções, Bloqueios e Radiofrequência

    A infiltração na coluna, também considerada minimamente invasiva, tem por objetivo melhorar, de forma rápida, o quadro de dor do paciente.

    Através de bloqueios em pontos específicos, são aplicados medicamentos anestésicos, anti-inflamatórios e corticoides nas facetas ou no forâmen intervertebral, a fim de controlar a fase aguda de condições como artrose e hérnia de disco, com o objetivo principal de quebrar o ciclo de dor crônica para reabilitar de forma precoce e evitar uma piora do quadro.

    Na rizotomia por radiofrequência também não há cortes. Pequenas agulhas (semelhantes a infiltração), alcançam o local da dor e inflamação e provocam uma lesão térmica no ramo do nervo sensitivo que está gerando a dor. Pode ser uma excelente indicação em casos de artrose na coluna.

    Tipos de cirurgia de coluna: Cifoplastia

    Mais um procedimento minimamente invasivo, a cifoplastia está mais voltada para o tratamento de fraturas ósseas causadas pela osteoporose ou tumores.

    Um pequeno balão é introduzido por um corte de menos de um centímetro, sendo inflado dentro da vértebra para criar um espaço onde será preenchido por cimento ósseo, restaurando a estabilidade e a altura da vértebra. Após a finalização do procedimento, o balão é retirado. É comum a melhora imediata da dor e a alta no mesmo dia.

    Tipos de cirurgia de coluna: Cirurgia Tubular

    A cirurgia tubular também está no das cirurgias minimamente invasivas da coluna, uma técnica que possibilita realizar procedimentos de descompressão de nervos, geralmente causados pela hérnia de disco ou estenose de canal vertebral.

    Semelhante a uma cirurgia convencional, ela pode ser usada para artrodese da coluna, através de pequenos tubos e dilatadores, evitando grandes cortes e lesões.

    Tipos de cirurgia de coluna: Artrodese ou Fusão Óssea

    Considerada de grande porte ou procedimento invasivo aberto, ou simplesmente, cirurgia aberta, a artrodese ou fusão óssea é utilizada para a correção de deformidades na coluna vertebral, onde é necessária uma fixação do segmento. Aplica-se, principalmente, para os casos graves de escoliose e/ ou casos de instabilidade da coluna (espondilolistese).

    Em cirurgias abertas para a coluna vertebral, o principal foco é restabelecer a funcionalidade e equilíbrio. Atualmente, as artrodeses são utilizadas com auxílio de implantes especiais, como parafusos, hastes, espaçadores, entre outros, que conferem maior estabilidade mecânica e dispensam a necessidade de imobilização externa (coletes). 

    Tipos de cirurgia de coluna: Microdiscectomia

    Trata-se de um procedimento para a remoção de pequenos fragmentos de disco intervertebral deslocados, responsável por compressão nervosa e, consequentemente, dor ciática. 

    Essa técnica pode ser realizada com auxílio de microscópio e pequeno dilatador tubular. A retirada do fragmento herniado provoca melhora da dor ciática. Não há necessidade de repouso. É permitido andar no mesmo dia, retornar ao trabalho sem carga em poucos dias e praticar esportes integralmente em algumas semanas.

    Tipos de cirurgia de coluna: Discetomia Vídeo Endoscópica

    Trata-se de um procedimento análogo à microdiscectomia tubular, essa técnica também se destina à remoção de fragmentos de disco herniados. Nessa técnica, porém, a magnificação de imagens se dá por meio de uma pequena câmera de vídeo. 

    O corte da pele é de aproximadamente 10mm e as orientações pós-operatórias são semelhantes àquelas da microdiscectomia tubular. Não há necessidade de repouso após a cirurgia.

    Tipos de cirurgia de coluna: Laminectomia

    Um tipo de cirurgia clássica destinada ao tratamento de estenose do canal vertebral (em qualquer parte da coluna – cervical, dorsal ou lombar). Laminectomia é a retirada parcial ou integral da lâmina, estrutura óssea que serve como cobertura das estruturas nervosas no interior do canal vertebral, mas que também pode exercer compressão dos nervos. 

    Ao longo das últimas décadas, muito se evoluiu nas técnicas para realização de laminectomias, principalmente com o desenvolvimento das técnicas menos invasivas. 

    Como é a recuperação pós-cirurgia da coluna vertebral?

    A recuperação pós-cirurgia da coluna vertebral vai depender da peculiaridade de cada quadro. De uma forma geral, nos primeiros dias é prescrito um repouso relativo de atividades pesadas até o primeiro retorno e reavaliação da cicatrização da pele, que pode variar numa média de 7 à 15 dias.

    Em procedimentos minimamente invasivos como a infiltração da coluna e endoscopia de coluna, o trabalho de reforço muscular já inicia nas primeiras semanas.

    Já em cirurgias maiores, como a artrodese, é necessário aguardar o tempo de consolidação óssea para retomar atividades de fortalecimento e esportes(3 a 6 meses). Durante esse período até a retomada dos esportes é interessante uma boa reabilitação motora, como a fisioterapia e o RPG.

    De modo geral, a recuperação inicial (fase de maior restrição) pode durar dois meses e deve incluir pequenas caminhadas (5 a 15 minutos) e exercícios leves sem impacto diariamente, após a reavaliação médica. Evitar levantar objetos pesados ou dobrar o tronco, ficar sentado por mais de uma hora e dirigir são medidas preventivas importantes. O retorno ao trabalho geralmente se dá após 45 a 90 dias.

    Quais são os riscos da cirurgia de coluna?

    Toda e qualquer cirurgia oferece algum grau de risco ao paciente, seja ela vertebral ou não. Tais complicações podem envolver diferentes fatores, inclusive a habilidade do médico na realização desse tipo de procedimento. Entretanto, é importante ressaltar que os riscos da cirurgia na coluna foram diminuídos significativamente graças ao avanço da tecnologia.

    Para as cirurgias minimamente invasivas, os riscos são muito baixos e como exemplos temos reações adversas à anestesia e medicamentos, infecções e problemas de cicatrização.

    O tempo de intervenção reduzido e também o menor tempo de internação diminuem ainda mais a probabilidade de complicações.

    Já em cirurgias maiores, a tecnologia também contribui para que se realize de forma segura. Na artrodese, por exemplo, além das mesmas situações previstas possíveis para as minimamente invasivas, a correção a ser feita é acompanhada em tempo real por um sistema chamado monitorização neurofisiológica (potencial evocado), que permite atuar no limite seguro para não apresentar riscos à medula espinhal e raízes nervosas.

    Em geral, os riscos mais previsíveis que podem ocorrer durante, ou após um procedimento cirúrgico incluem:

    • sangramento;
    • infecção;
    • reação à anestesia;
    • coágulos;
    • ataque cardíaco;
    • derrame;
    • problemas pulmonares;
    • danos no nervo com perda de alguns movimentos.

    O último caso é o que mais assusta os pacientes, porém, essa é uma complicação que ocorre com rara frequência. Danos nervosos após uma cirurgia de coluna podem gerar dores constantes nas costas ou nos membros inferiores, além de fraqueza, incontinência fecal, urinária e até mesmo disfunção sexual. No entanto, a mais grave sequela resultante do dano nervoso na coluna é a paralisia.

    Ressalte-se que para ambos os tipos de cirurgia da coluna (cirurgias maiores e minimamente invasivas), a anestesia é aplicada, podendo ser local + sedação para procedimentos mais simples, ou geral nas mais invasivas, devendo ser realizadas em ambiente hospitalar.

    Qual a chance de uma cirurgia na coluna dar errado?

    O risco de lesão vascular e neurológica durante uma cirurgia de coluna é bastante baixo, menos de 2% dos casos, e muda de acordo com a técnica e com a experiência da equipe.

    Qual a cirurgia mais perigosa da coluna?

    Podemos mencionar aqui a cirurgia da Osteomielite Espinal, uma infecção dos corpos vertebrais na coluna que requer cirurgia e que exige que você tenha uma boa assistência médica hospitalar para antibióticos e medicações endovenosas, podendo apresentar riscos tão extremos quanto a paralisia total ou parcial além de deformidades na coluna. O paciente pode passar por vários tratamentos e procedimentos antes de optar por uma cirurgia para corrigir este tipo de infecção espinhal.

    Quais são os benefícios de se realizar uma cirurgia da coluna?

    As vantagens das cirurgias de coluna minimamente invasivas são grandes, e dentre elas podemos citar:

    • Menor risco de sangramento: a cirurgia de coluna minimamente invasiva é uma cirurgia endoscópica, ou seja, para realizar o procedimento, o médico só precisa fazer pequenas incisões na área que será operada. Com incisões menores, diminui-se o risco de hemorragia.
    • Menor risco de infecções: ao contrário da cirurgia convencional, com cortes maiores, a cirurgia endoscópica proporciona mais segurança contra infecções hospitalares, pois as incisões são mínimas.
    • Dispensa de anestesia geral em alguns casos: a cirurgia endoscópica pode ser feita somente sob o efeito de anestesia local e sedação. Isso também ajuda a reduzir o tempo de internação do paciente.
    • Menor tempo de internação: a permanência do paciente é mais curta, em comparação com a cirurgia convencional. Uma operação endoscópica para tratar hérnia de disco pode levar menos de uma hora. No mesmo dia, o paciente poderá receber alta hospitalar em casos selecionados.
    • Pós-operatório com menos dor: a recuperação do paciente é muito mais rápida com a cirurgia de coluna minimamente invasiva. No pós-operatório, a dor é mais branda, sendo que algumas pessoas nem sentem esse desconforto. Em pouco tempo, o paciente poderá retomar as atividades rotineiras, desde que não exijam muito esforço físico.
    • Quando bem indicada, a cirurgia da coluna melhora muito a qualidade de vida do paciente, diminuindo dor e suas crises, aumentando a autoconfiança física, melhorando força, sensibilidade e equilíbrio, ou corrigindo/melhorando deformidades estéticas.

    Qual o valor de uma cirurgia na coluna?

    A depender de equipe, técnicas, hospitais e materiais, o custo total de uma cirurgia de coluna pode variar de R$10 a 300 mil reais.. 

    O que é preciso considerar antes de escolher a cirurgia da coluna? 

    Antes de realizar uma cirurgia de coluna, é extremamente importante que você saiba o diagnóstico correto, pois nem sempre é realmente necessário que o paciente passe por uma intervenção cirúrgica para resolver determinados problemas de saúde ou dores específicas. Afinal, com medicações variadas, tratamentos, fisioterapia e RPG é possível tratar a maioria dos casos.

    Doenças mais comuns como fibromialgia, por exemplo, podem causar desconfortos na coluna, mas têm em sua origem outros males que não necessitam de procedimentos cirúrgicos. Outra situação que pode ser citada é a de homens jovens que sentem dores nas costas pela manhã, que vão melhorando no decorrer do dia. São casos que denotam normalmente problemas reumatológicos e requerem outros tipos de tratamentos.

    Sendo assim, a cirurgia de coluna é necessária quando o paciente não consegue melhorar dos seus sintomas com tratamentos convencionais e, também, quando nos exames de imagem identifica-se um problema que é tratável apenas cirurgicamente.

    Por isso é de extrema importância o diagnóstico correto para o tratamento de dores na coluna realizado por um bom médico especialista em coluna.

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    Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

    👉 Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

    👉 Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

    👉 Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

    👉 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

    Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

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