Lombociatalgia

 

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Lombociatalgia caracteriza-se por dor na região lombar que irradia para o membro inferior seguindo o trajeto do Nervo Ciático.

NERVO CIÁTICO – trajeto:

O Nervo Ciático é composto por raízes nervosas que saem diretamente da coluna lombar, que, ao se juntarem, passam pela região do glúteos, região de trás da coxa e joelho, mandando ramificações para panturrilha, tornozelo e pé. Desta forma, os pontos de dor podem ser múltiplos, a depender da combinação de raízes acometidas.
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CAUSAS:

A causa mais comum são os transtornos discais (protrusões e hérnias de disco), normalmente decorrentes de origem degenerativa (envelhecimento), genética (fator familiar) e traumatismos de repetição (atividades esportivas e profissionais). Outras causas de lombociatalgia são artrose facetária, espondilolistese, compressão por tumores ou pelo músculo piriforme.
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QUADRO CLÍNICO:

A apresentação pode ser aguda, com início rápido e duração de alguns dias ou semanas, ou crônica, quando prolonga-se por meses a anos.

Podem estar presentes sintomas neurológicos, decorrentes de compressão de nervo, tais como parestesias (formigamentos), déficit motor (fraqueza muscular), falta de equilíbrio e disestesias (alteração de sensibilidade).

Normalmente há piora da dor ciática quando o paciente estica o joelho e eleva o pé para cima, estirando o nervo (sinal de Lasegue).

EXAMES:

O exame habitualmente solicitado é a Ressonância Magnética, na qual conseguimos identificar a presença de hérnias e artrose, mensurando a compressão de nervos. Há uma grande riqueza de detalhes, onde é possível observar inflamação e espessamento de ligamentos, edemas (acúmulo de líquido inflamatório) nos ossos e articulações.

O Raio-X é utilizado para identificar alterações ósseas e instabilidade (movimentos anormais da coluna).

A Tomografia Computadorizada nos traz mais detalhes das estruturas ósseas, onde podemos identificar más formações, fraturas/falhas ósseas, hipertrofia das articulações (artrose).

A Eletronéúromiografia é utilizada quando há eventual dúvida no diagnóstico, causa ou déficit neurológico.

TRATAMENTO:

A lombociatalgia deve ser tratada caso a caso, de acordo com o tempo de evolução, etiologia (causa da dor), comorbidades e demanda profissional do paciente.

Na grande maiores das vezes o tratamento da lombociatalgia basea-se em controle da dor, reabilitação física e modificação comportamental.


– Controle da dor: 

Em casos agudos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos e repouso por alguns dias são úteis.

Em casos de dor crônica, podem ser usados anti-depressivos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor, visando ampliar o controle da dor.

Os bloqueios analgésicos (infiltração) são métodos minimamente invasivos para o controle de dor, com resposta rápida e duradoura, e podem ser utilizados com segurança em dor aguda e crônica.
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– Reabilitação física:

Consiste em atividade física terapêutica direcionada para o controle postural e condicionamento muscular específico da coluna. Inclui exercícios de fisioterapia, RPG (reeducação postural global), fortalecimento muscular específico, alongamentos orientados e exercícios em piscina.

– Modificação comportamental:

Corrigir hábitos nocivos a coluna, orientar técnicas em ergonomia, diagnosticar e tratar comorbidades associadas (obesidade, tabagismo, depressão, por exemplo), indicar atividade física específica, solicitar acompanhamento multidisciplinar em casos crônicos e refratários.

Em casos específicos, onde há baixa resposta ao tratamento clínico, déficit motor persistente/progressivo, ou instabilidades importantes, pode-se indicar tratamento cirúrgico cuja técnica deve ser individualmente estudada.